Copio seguidamente um texto que, alegadamente, foi escrito por uma juíza sobre a relação politico-militar no Brasil.
Parece-me preocupante pois deixa transparecer uma crispação que não é saudável para um país que quer progredir em democracia.
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> Pronunciamento da Juiza Dra Marli Nogueira. Juíza do Trabalho em >Brasilia
>>>> PORQUE ELES SABEM...>>>> Marli Nogueira.> >>>
Há anos venho acompanhando as notícias sobre o desmantelamento das Forças Armadas e sobre a relutância dos governos de FHC e de Lula em reajustar dignamente os salários dos militares. O cidadão ingênuo até pensaria que os sucessivos cortes no orçamento do Ministério da Defesa e a insistência em negar os reajustes salariais à categoria poderiam, mesmo, decorrer de uma contenção de gastos, dessas que as pessoas honestas costumam fazer para manter em equilíbrio o binômio receita/despesa, sem comprometer a dignidade de sua existência.
Mas depois de tanto acompanhar o noticiário nacional, certamente já ficou fácil perceber que não é esse o motivo que leva o governo a esmagar a única instituição do país que se pauta pela ampla, total e irrestrita seriedade de seus integrantes e que, por isso mesmo, goza do respaldo popular, figurando sempre entre as duas ou três primeiras colocadas nas pesquisas sobre credibilidade.
A alegação de falta de dinheiro é de todo improcedente ante os milhões (ou bilhões?) de reais que se desviaram dos cofres públicos para os ralos da corrupção política e financeira, agora plenamente demonstrada pelas CPMIs em andamento no Congresso Nacional. O reajuste salarial concedido à Polícia Militar do Distrito Federal, fazendo surgir discrepâncias inadmissíveis entre a PM e as Forças Armadas para os mesmos postos, quando o dinheiro provém da mesma fonte pagadora - a União -, criar uma situação constrangedora para os que integram uma carreira que sempre teve entre suas funções justamente a de orientar todas as Polícias Militares do país, consideradas forças >auxiliares e reserva do Exército (art. 144, § 6º da Constituição Federal).
Mas agora a charada ficou completamente desvendada. E se você, leitor, quer mesmo saber por que raios o governo vem massacrando as Forças Armadas e os militares, a ponto de o presidente da República sequer receber seus Comandantes para juntos discutirem a questão, eu lhe digo sem rodeios: é por pura inveja e por medo da comparação que,certamente, o povo já começa a fazer entre os governos militares e os que os sucederam.
Eis algumas das razões dessa inveja e desse medo:
1) Porque esses políticos (assim como os "formadores de opinião"), que falam tão mal> dos militares, sabem que estes passam a vida inteira estudando o Brasil - suas necessidades, os óbices a serem superados e as soluções para os seus problemas - e, com isso, acompanham perfeitamente o que se passa no país, podendo detectar a verdadeira origem de suas mazelas e também as suas reais potencialidades. Já os políticos profissionais - salvo exceções cada vez mais raras - passam a vida tentando descobrir uma nova fórmula de enganar o eleitor e, quando eleitos, não têm a menor idéia de por onde começar a trabalhar pelo país porque desconhecem por completo suas características, malgrado costumem, desde a candidatura, deitar falação sobre elas como forma de impressionar o público. Sem falar nos mais desonestos, que, além de não saberem nada sobre a terra que pretendem governar ou para ela legislar, ainda não têm o menor desejo de aprender o assunto. Sua única preocupação é ficar rico o mais rápido possível e gastar vultosas somas de dinheiro (público, é claro) em demonstrações de luxo e ostentação.
2) Porque eles sabem que durante a "ditadura" militar havia projetos para o país, todos eles de longo prazo e em proveito da sociedade como um todo,e não para que os governantes de então fossem aplaudidos em comícios(que, aliás, jamais fizeram) ou ganhassem vantagens indevidas no futuro.
3) Porque eles sabem que os militares, por força da profissão, >passam,em média, dois anos em cada região do Brasil, tendo a oportunidade de conhecer profundamente os aspectos peculiares a cada uma delas, dedicando-se a elaborar projetos para o seu desenvolvimento e para a solução dos problemas existentes. Projetos esses, diga-se de passagem, que os políticos, é lógico, não têm o mínimo interesse em conhecer e implementar.
4) Porque eles sabem que dados estatísticos são uma das ciências militares e, portanto, encarados com seriedade pelas Forças Armadas e não como meio de manipulação para, em manobra tipicamente orwelliana, justificar o injustificável em termos de economia, educação, saúde, segurança, emprego, índice de pobreza, etc.
5) Porque eles sabem que os militares tratam a coisa pública com parcimônia, evitando gastos inúteis e conservando ao máximo o material de trabalho que lhes é destinado, além de não admitirem a negligência ou a malícia no trabalho, mesmo entre seus pares. E esses políticos por certo não suportariam ter os militares como espelho a refletir o seu próprio desperdício e a sua própria incompetência.
6) Porque eles sabem que os militares, ao se dirigirem ao povo, utilizam um tom direto e objetivo, falando com honestidade, sem emprego de palavras difíceis ou de conceitos abstratos para enganá-lo.
7) Porque eles sabem que os militares trabalham duro o tempo todo, embora seu trabalho seja excessivo, perigoso e muitas vezes insalubre, mesmo sabendo que não farão jus a nenhum pagamento adicional, que, de resto, jamais lhes passou pela cabeça pleitear.
8) Porque eles sabem que para os militares tanto faz morar no Rio de Janeiro ou em Picos, em São Paulo ou em Nioaque, em Fortaleza ou emTabatinga porque seu amor ao Brasil está acima de seus anseios pessoais.
9) Porque eles sabem que os militares levam uma vida austera e cultivam valores completamente apartados dos prazeres contidos nas grandes grifes,nas mansões de luxo ou nas contas bancárias no exterior, pois têm consciência de que é mais importante viver dignamente com o próprio salário do que nababescamente com o dinheiro público.
10) Porque eles sabem que os militares têm companheiros de farda em todos os cantos do país, aos quais juraram lealdade eterna, razão por que não admitem que deslize algum lhes retire o respeito mútuo e os envergonhe.
11) Porque eles sabem que, por necessidade inerente à profissão, a atuação dos militares se baseia na confiança mútua, vez que são treinados para a guerra, onde ordens emanadas ou cumpridas de forma equivocada podem significar a perda de suas vidas e as de seus companheiros, além da derrota >na batalha.
12) Porque eles sabem que, sofrendo constantes transferências, os militares aprendem, desde sempre, que sua família é composta da sua própria e da de seus colegas de farda no local em que estiverem, e que é com esse >convívio que também aprendem a amar o povo brasileiro e não apenas os parentes ou aqueles que possam lhes oferecer, em troca, algum tipo de vantagem.
13) Porque eles sabem que os militares jamais poderão entrar na carreira pela "janela" ou se tornar capitães, coronéis ou generais por algum tipo de apadrinhamento, repudiando fortemente outro critério de ingresso e de ascensão profissional que não seja baseado no mérito e no elevado grau de responsabilidade, enquanto que os maus políticos praticam o nepotismo, o assistencialismo, além de votarem medidas meramente populistas para manterem o povo sob o seu domínio.
14) Porque eles sabem que os militares desenvolvem, ao longo da carreira, um enorme sentimento de verdadeira solidariedade, ajudando-se uns aos outros a suportar as agruras de locais desconhecidos - e muitas vezes inóspitos -, além das saudades dos familiares de sangue, dos amigos de infância e de sua cidade natal.
15) Porque eles sabem que os militares são os únicos a pautar-se pela grandeza do patriotismo e a cultuar, com sinceridade, os símbolos >nacionais notadamente a nossa bandeira e o nosso hino, jamais imaginando acrescentar-lhes cores ideológico-partidárias ou adulterar-lhes a forma o conteúdo.
16) Porque eles sabem que os militares têm orgulho dos heróis nacionais que, com a própria vida, mantiveram íntegra e respeitada a terra brasileira e que esses heróis não foram fabricados a partir de interesses ideológicos, já que, não dependendo de votos de quem quer que seja, nunca >precisaram os militares agarrar-se à imagem romântica de um guerrilheiro ou de um traidor revolucionário para fazer dele um símbolo popular e uma bandeira de campanha.
17) Porque eles sabem que para os militares o dinheiro é um meio, e não um fim em si mesmo. E que se há anos sua situação financeira vem se degradando por culpa de governos inescrupulosos que fazem do verbo inútil - e não de atos meritórios - o seu instrumento de convencimento a uma população em grande parte ignorante, eles ainda assim não esmorecem e nem se rendem à corrupção.
18) Porque eles sabem que se alguma corrupção existiu nos governos militares, foi ela pontual e episódica, mas jamais uma estratégia política para a manutenção do poder ou o reflexo de um desvio de caráter a contaminá-lo por inteiro.
19) Porque eles sabem que os militares passam a vida estudando e praticando, no seu dia a dia, conhecimentos ligados não apenas às tividades bélicas, mas também ao planejamento, à administração, à economia o que os coloca em um nível de capacidade e competência muito superior ao dos políticos gananciosos e despreparados que há pelo menos 20 anos nos têm governado.
20) Porque eles sabem que os militares são disciplinados e respeitam a hierarquia, ainda> que divirjam de seus chefes, pois entendem que eles são responsáveis e dignos de sua confiança e que não se movem por motivos torpes ou por >razões mesquinhas.
21) Porque eles sabem que os militares não se deixaram abater pelo massacre constante de acusações contra as Forças Armadas, que fizeram com que uma parcela da sociedade (principalmente a parcela menos esclarecida) acreditasse que eles eram pessoas más, truculentas, que não prezam a democracia, e que por dá cá aquela palha estão sempre dispostos a perseguir e a torturar os cidadãos de bem, quando na verdade apenas cumpriram o seu dever, atendendo ao apelo popular para impedir a transformação do Brasil em uma ditadura comunista como Cuba ou a antiga União Soviética, perigo esse que já volta a rondar o país.
22) Porque eles sabem que os militares cassaram muitos dos que hoje estão envolvidos não apenas em maracutaias escabrosas como também em um golpe de Estado espertamente camuflado de "democracia" (o que vem enfim revelar e legitimar, definitivamente, o motivo de suas cassações), não interessando ao governo que a sociedade perceba a verdadeira índole desses guerrilheiros-políticos aproveitadores, que não têm o menor respeito pelo povo brasileiro. Eles sabem que a >comparação entre estes últimos e os governantes militares iria revelar ao povo a enorme diferença entre quem trabalha pelo país e quem trabalha para si próprio.
23) Porque eles sabem que os militares não se dobraram à mesquinha ação da distorção de fatos que há mais de vinte anos os maus brasileiros impuseram à sociedade, com a clara intenção de inculcar-lhe a idéia de que os guerrilheiros de ontem (hoje corruptos e ladrões do dinheiro público) lutavam pela "democracia", quando agora já está mais do que evidente que o desejo por eles perseguido há anos sempre foi - e continua sendo - o de implantar no país um regime totalitário, uma ditadura mil vezes pior do que aquelas que eles afirmam ter combatido.
24) Porque eles sabem que os militares em nada mudaram sua rotina >profissional, apesar do sistemático desprezo com que a esquerda sempre enxergou a inegável competência dos governos da "ditadura", graças aos quais o país se desenvolveu a taxas nunca mais praticadas, promovendo a melhoria da infra-estrutura, a segurança, o pleno emprego, fazendo, enfim,com que o país se destacasse como uma das mais potentes economias do mundo, mas que ultimamente vem decaindo a olhos vistos.
25) Porque eles sabem que os militares se mantêm honrados ao longo de toda a sua trajetória profissional, enquanto agora nos deparamos com a descoberta da verdadeira face de muitos dos que se queixavam de terem sido cassados e torturados, mas que aí estão, mostrando o seu caráter abjeto e seus pendores nada democráticos.
26) Porque eles sabem que os militares representam o que há de melhor em termos de conduta profissional, sendo de se destacar a discrição mantida mesmo frente aos atuais escândalos, o que comprova que, longe de terem tendências para golpes, só interferem - como em 1964 - quando o povo assim o exige.
27) Porque eles sabem que os militares, com seus conhecimentos e dedicação ao Brasil, assim como Forças Armadas bem equipadas e treinadas, são um estorvo para quem deseja implantar um regime totalitarista entre nós, para tanto se valendo de laços ilegítimos com ditaduras comunistas como as de Cuba e de outros países, cujos povos vêem sua identidade nacional se perder de forma praticamente irrevogável, seu poder aquisitivo reduzir-se aos mais baixos patamares e sua liberdade ser impiedosamente comprometida.
28) Porque eles sabem que os militares conhecem perfeitamente as causas de nossos problemas e não as colocam no FMI, nos EUA ou em qualquer outro lugar fora daqui, mas na incompetência, no proselitismo e na desonestidade de nossos governantes e políticos profissionais.
29) Porque sabendo que ninguém pode enganar todo mundo o tempo todo,o governo temia que esses escândalos, passíveis de aflorar a qualquer momento pudessem provocar o chamamento popular da única instituição capaz de colocar o país nos eixos e fazer com que ele retomasse o caminho da competência, da segurança e do desenvolvimento.
30) Porque eles sabem, enfim, que todo o mal que se atribui aos militares e às Forças Armadas - por maiores que sejam seus defeitos e limitações - não tem respaldo na Verdade histórica que um dia há de aflorar.
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pois foi isto....os políticos têm de facto de ser pessoas acima de qualquer suspeita. Como a mulher de César...não basta se-lo ...é preciso parece-lo
Monday, April 30, 2007
Saturday, April 21, 2007
Carta à filhota solta mais linda
De todas as minhas filhotas que já voaram do ninho eu estou a escrever um recado à mais linda delas. Gostei muito que ela tivesse confessado que lia as minhas crónicas e assim esta é especial para ela.
É preciso não esquecer de fazer o upgrade do antivirus: clikar com o botão direito no quadradinho em baixo, à direita, de 4 cores (AVG free antivirus) e fazer "check for updates"
É preciso não esquecer de fazer o upgrade do spybot: abri-lo e clikar "search for updates"
É preciso não esquecer de fazer o upgrade do Spywareblaster: é abri-lo, clikar, em baixo, "download latest protection updates", "check for updates" e finalmente "enable all protection"
Isto só tem a ver com o pc, mas há muitas outrras coisas que convém não esquecer:- Quem mais gosta de ti, depois de Deus, é a tua família.
- As dificuldades são exames para nos testar. Confiança que as vencemos não só as permite vencer como nos dá uma óptima nota na caderneta Universal. Aluga o filme "à procura de Nemo" e vê como a Dory enfrenta todas as situações.
Beijinhos do papá baboso.....
Flickr...estou apaixonado
Hoje em dia todas as fotos são guardadas digitalmente.....o que é um risco grande. Se o disco do nosso pc vai à vida...adeus fotos.
Mais...se as fotos estão no nosso pc, a nossa familia, os nossos amigos nao as vêm, pois cada vez que eles vão a nossa casa não é prático sentá-los à frente do pc para as verem....já com os albuns....embora seca, a coisa era mais fácil.
Ora para isto existe o www.flickr.com , um site que se dedica ao arquivamento das fotos dos seus associados que até podem não pagar nada.
Eu adoptei o conceito. Podemos fazer grupos de fotos, associar esses grupos em colecções, podemos dizer se as fotos (individualmente) são públicas, se só para amigos, só para a familia....ou só para nós mesmos...hihihihi
E temos a incomensurável vantagem de não perdermos a noss história caso o disco dê o badagaio. Podemos mostrar as nossas fotos em qualquer parte do mundo ou apenas dizer aos amigos para irem ver à Internet.
Para quem tira muitas fotos ou poucas, isto vale a pena. Muito bem estruturado.
Mais...se as fotos estão no nosso pc, a nossa familia, os nossos amigos nao as vêm, pois cada vez que eles vão a nossa casa não é prático sentá-los à frente do pc para as verem....já com os albuns....embora seca, a coisa era mais fácil.
Ora para isto existe o www.flickr.com , um site que se dedica ao arquivamento das fotos dos seus associados que até podem não pagar nada.
Eu adoptei o conceito. Podemos fazer grupos de fotos, associar esses grupos em colecções, podemos dizer se as fotos (individualmente) são públicas, se só para amigos, só para a familia....ou só para nós mesmos...hihihihi
E temos a incomensurável vantagem de não perdermos a noss história caso o disco dê o badagaio. Podemos mostrar as nossas fotos em qualquer parte do mundo ou apenas dizer aos amigos para irem ver à Internet.
Para quem tira muitas fotos ou poucas, isto vale a pena. Muito bem estruturado.
Aprender para a mudança que vem aí

Descobri recentemente 2 sites na Internet que justificam plenamente um debruçar atento:
http://www.wingmakers.com/ que está intimamente associado com o http://www.lyricus.org/
Chamo desde já a atenção para o filme de inrodução do wingmakers que é muito belo.
Basicamente tratam-se de ensinamentos para os que acreditarem que estamos à beira de mudanças radicais na vida tal como a conhecemos....segundo o velho espírito português de "pelo siim ...pelo não" , o que lhor é aprender alguma coisa.
A área de downloads do wingmakers tem um conjunto grande de ficheiros PDF para serem lidos.
Aqueles ficheiros são lidos pelo Adobe Acrobat Reader, gratuito, e que pode ser obtido em
Versão inglesa: http://www.adobe.com/products/acrobat/readstep2.html
Versão portuguesa: http://www.adobe.com/br/products/acrobat/readstep2.html
Mudemos em paz
O Ponto Zero e a Mudança das Eras
O Ponto Zero e a Mudança das Eras
O Calendário Maia
Profecias ancestrais e diversas tradições indígenas anteviram o fenômeno. Mas agora para surpresa de muita gente, é a própria ciência que começa a reconhecer importantes mudanças no campo magnético e na freqüência vibratória da Terra. O ápice do processo, que segundo alguns especialistas, deverá ocorrer em alguns anos provavelmente provocará a inversão do sentido da rotação do nosso planeta e também a inversão dos pólos magnéticos.
.....
Obs: A sensação psico-mental é de que 12 h é equivalente a 24h. Daí muitos dizerem "O tempo está passando mais rápido, não sobra tempo para nada!"
Texto completo deste artigo
http://www.umanovaera.com/Uma_Nova_Era/Inversao_dos_Polos.htm
links interessantes no fim dessa página
Link par aum video de Greg Baden: http://bblc.tv/members/gbraden.mov (clike com o lado direito para fazer download)
Pois....se formos ter estas mudanças anunciadas a tecnologia passa a valer pouco...os ricos serão os que têm pás, enxadas...canivetes suissos....carregadores solares de pilhas recarregáveis e gadgets que as usem.
Boas botas e boas mochilas....tal como um ditch bag...
Boas mudanças
O Calendário Maia
Profecias ancestrais e diversas tradições indígenas anteviram o fenômeno. Mas agora para surpresa de muita gente, é a própria ciência que começa a reconhecer importantes mudanças no campo magnético e na freqüência vibratória da Terra. O ápice do processo, que segundo alguns especialistas, deverá ocorrer em alguns anos provavelmente provocará a inversão do sentido da rotação do nosso planeta e também a inversão dos pólos magnéticos......
Obs: A sensação psico-mental é de que 12 h é equivalente a 24h. Daí muitos dizerem "O tempo está passando mais rápido, não sobra tempo para nada!"
Texto completo deste artigo
http://www.umanovaera.com/Uma_Nova_Era/Inversao_dos_Polos.htm
links interessantes no fim dessa página
Link par aum video de Greg Baden: http://bblc.tv/members/gbraden.mov (clike com o lado direito para fazer download)
Pois....se formos ter estas mudanças anunciadas a tecnologia passa a valer pouco...os ricos serão os que têm pás, enxadas...canivetes suissos....carregadores solares de pilhas recarregáveis e gadgets que as usem.
Boas botas e boas mochilas....tal como um ditch bag...
Boas mudanças
Aviões de papel

Descobri que há todo um mundo a girar sobre este tema.
- Campeonatos
- Formas de fazer aviões
- Formas de decorar aviões
enfim....fascinante...
Vejam em :
http://www.paperairplanes.co.uk/
http://www.zurqui.co.cr/crinfocus/paper/deco/plane.html
http://www.zurqui.co.cr/crinfocus/paper/airplane.html
Vejam em :
http://www.paperairplanes.co.uk/
http://www.zurqui.co.cr/crinfocus/paper/deco/plane.html
http://www.zurqui.co.cr/crinfocus/paper/airplane.html
Isto é giro para dinamizar campeonatos em escolas. É algo que sendo rico ou pobre todos podem fazer sem custos. Eu estou a pensar fazer um campeonato na escola dos putos mais novos.
a) Vosso piloto de papel
Saturday, April 14, 2007
Isto assim não está bom....está quase BUUMMM
recebi este email de um militar....
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ESPAÇO ABERTO
Brincando com fogo
João Mellão Neto
Militares não são cidadãos comuns. A simples circunstância de que têm como dever arriscar a vida pela Pátria já faz deles pessoas diferenciadas. Desde o início da civilização, já se tornou senso comum a necessidade de que a cultura militar - seus valores, convicções e regras de conduta - deve ser diversa da que rege os civis. Ninguém, em sã consciência, enfrenta voluntariamente a eventualidade da morte sem ter fortes razões para fazê-lo.
Para os soldados, acima da própria vida, há que existir valores tais como a honra pessoal, o sentimento incondicional do dever, a defesa a qualquer custo da Pátria e, muito importante, uma exaltação de espírito permanente.
É por esta razão que os militares despendem boa parte de seu tempo em paradas, desfiles e marchas, embalados por hinos marciais, portando estandartes e bandeiras e bradando a plena voz palavras de ordem e lemas próprios à sua função. A obediência cega à hierarquia e disciplina extremamente rígida são princípios basilares - e não poderia ser de outra forma - de toda e qualquer organização com fins militares. Não se admitem tolerâncias nem liberalidades. Sem a obediência cega às ordens superiores e um comportamento impecável se torna impossível formar uma tropa em condições mínimas de enfrentar forças inimigas e, eventualmente, vencê-las.
Os brasileiros, em geral, são avessos à ordem, à lei e à autoridade. O "jeitinho brasileiro" é uma instituição nacional. O "modo Macunaíma de ser" está impresso no nosso DNA cultural. Mais uma razão para que nas Forças Armadas tais características sejam fortemente reprimidas e o senso do dever seja incutido com maior severidade.
Todo este preâmbulo se justifica para demonstrar a gravidade das primeiras atitudes do presidente Lula no enfrentamento da rebelião dos sargentos controladores de vôo. Em estado de guerra, tal motim deveria ser reprimido com toda a força, seus participantes imediatamente, presos e os responsáveis seriam submetidos a corte marcial e fuzilados sem clemência.
Ora, dirão alguns, não estamos vivendo uma guerra e o sistema de controle de vôo não deveria ser predominantemente militar (cerca de apenas um quarto dos controladores de vôo, no Brasil, são civis.)
Não sou contrário à desmilitarização do sistema de controle de vôo. Na maioria dos países desenvolvidos este serviço é exercido por civis e tudo funciona bem.
O fato é que, no Brasil, a rebelião ocorreu num momento em que o controle de vôo ainda está subordinado à Aeronáutica, seus operadores são sargentos e, portanto, sujeitos ao regimento militar. Sendo assim, não se trata de uma simples greve, mas de um gravíssimo motim. E não se negocia nada com militares amotinados.
Lula não atentou para as seriíssimas conseqüências de seu modo sindical de agir e ordenou a seus ministros que fossem negociar com os rebelados. Estes, para resolver o problema, acenaram com o que não podiam: não-punição para os amotinados e aumento salarial para todos. A Presidência da República, constitucionalmente, não pode fazer nem uma coisa nem outra.
Os sargentos estão sujeitos ao Código Penal Militar e são julgados pelo Superior Tribunal Militar, um órgão do Poder Judiciário. Eles acabarão por ser severamente punidos. Até para servir de exemplo e evitar que novos focos de rebelião contaminem todas as Forças Armadas. A única saída para esse impasse seria a aprovação, pelo Congresso Nacional, de uma anistia para os revoltosos. Isso é improvável que ocorra.
Quanto ao aumento salarial, ele é impossível. Se os sargentos controladores de vôo recebessem uma majoração em seus soldos, ela teria de ser estendida, segundo a lei, a todos os sargentos das três Forças Armadas. Isso, além de altamente oneroso, faria os sargentos passarem a ganhar mais do que os tenentes, seus superiores imediatos. O resultado final é que todo o oficialato das três Forças teria de receber um aumento salarial proporcional ao dos sargentos.
A única saída, em médio prazo, seria a passagem do sistema de controle de vôo para a alçada civil, com o conseqüente desligamento dos sargentos dos quadros da Aeronáutica. Mas isso leva tempo e é uma operação muito mais complexa do que aparenta. Como separar os serviços de defesa aérea - que devem ser mantidos na esfera militar - dos serviços restritos à aviação civil?
Lula foi devidamente enquadrado pelos comandantes militares. O comandante da Aeronáutica chegou a ameaçar acionar o Supremo Tribunal Federal para abrir um processo de impeachment do presidente por crime de responsabilidade. E base jurídica ele tinha de sobra para fazê-lo.
A crise acabou contornada porque nosso incauto presidente voltou atrás, derramou-se em declarações de apreço à hierarquia militar e tachou os amotinados de traidores e irresponsáveis.
Ele não precisava passar por mais esse vexame. Bastaria que algum assessor o tivesse orientado sobre os graves desdobramentos que sua atitude de negociar traria. Infelizmente, Lula já demonstrou que escolhe muito mal a sua assessoria.
O último governante que ousou incentivar a insubordinação dos quadros inferiores das Forças Armadas foi João Goulart. E ele acabou sendo deposto logo a seguir.
Com as Forças Armadas não se brinca, em especial porque elas são forças e, ainda por cima, armadas.
Como dizia o filósofo Dahrendorf, as instituições de uma nação são como cabos de alta tensão: à primeira vista são inofensivos, mas basta tocar neles para sofrer terríveis conseqüências. Lula não sabia disso e acabou estorricado.
Como reza a sabedoria popular, quem só entende metade de um problema acaba sendo devorado pela outra metade...
João Mellão Neto, jornalista, deputado estadual, foi deputado federal, secretário e ministro de Estado
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Fim
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ESPAÇO ABERTO
Brincando com fogo
João Mellão Neto
Militares não são cidadãos comuns. A simples circunstância de que têm como dever arriscar a vida pela Pátria já faz deles pessoas diferenciadas. Desde o início da civilização, já se tornou senso comum a necessidade de que a cultura militar - seus valores, convicções e regras de conduta - deve ser diversa da que rege os civis. Ninguém, em sã consciência, enfrenta voluntariamente a eventualidade da morte sem ter fortes razões para fazê-lo.
Para os soldados, acima da própria vida, há que existir valores tais como a honra pessoal, o sentimento incondicional do dever, a defesa a qualquer custo da Pátria e, muito importante, uma exaltação de espírito permanente.
É por esta razão que os militares despendem boa parte de seu tempo em paradas, desfiles e marchas, embalados por hinos marciais, portando estandartes e bandeiras e bradando a plena voz palavras de ordem e lemas próprios à sua função. A obediência cega à hierarquia e disciplina extremamente rígida são princípios basilares - e não poderia ser de outra forma - de toda e qualquer organização com fins militares. Não se admitem tolerâncias nem liberalidades. Sem a obediência cega às ordens superiores e um comportamento impecável se torna impossível formar uma tropa em condições mínimas de enfrentar forças inimigas e, eventualmente, vencê-las.
Os brasileiros, em geral, são avessos à ordem, à lei e à autoridade. O "jeitinho brasileiro" é uma instituição nacional. O "modo Macunaíma de ser" está impresso no nosso DNA cultural. Mais uma razão para que nas Forças Armadas tais características sejam fortemente reprimidas e o senso do dever seja incutido com maior severidade.
Todo este preâmbulo se justifica para demonstrar a gravidade das primeiras atitudes do presidente Lula no enfrentamento da rebelião dos sargentos controladores de vôo. Em estado de guerra, tal motim deveria ser reprimido com toda a força, seus participantes imediatamente, presos e os responsáveis seriam submetidos a corte marcial e fuzilados sem clemência.
Ora, dirão alguns, não estamos vivendo uma guerra e o sistema de controle de vôo não deveria ser predominantemente militar (cerca de apenas um quarto dos controladores de vôo, no Brasil, são civis.)
Não sou contrário à desmilitarização do sistema de controle de vôo. Na maioria dos países desenvolvidos este serviço é exercido por civis e tudo funciona bem.
O fato é que, no Brasil, a rebelião ocorreu num momento em que o controle de vôo ainda está subordinado à Aeronáutica, seus operadores são sargentos e, portanto, sujeitos ao regimento militar. Sendo assim, não se trata de uma simples greve, mas de um gravíssimo motim. E não se negocia nada com militares amotinados.
Lula não atentou para as seriíssimas conseqüências de seu modo sindical de agir e ordenou a seus ministros que fossem negociar com os rebelados. Estes, para resolver o problema, acenaram com o que não podiam: não-punição para os amotinados e aumento salarial para todos. A Presidência da República, constitucionalmente, não pode fazer nem uma coisa nem outra.
Os sargentos estão sujeitos ao Código Penal Militar e são julgados pelo Superior Tribunal Militar, um órgão do Poder Judiciário. Eles acabarão por ser severamente punidos. Até para servir de exemplo e evitar que novos focos de rebelião contaminem todas as Forças Armadas. A única saída para esse impasse seria a aprovação, pelo Congresso Nacional, de uma anistia para os revoltosos. Isso é improvável que ocorra.
Quanto ao aumento salarial, ele é impossível. Se os sargentos controladores de vôo recebessem uma majoração em seus soldos, ela teria de ser estendida, segundo a lei, a todos os sargentos das três Forças Armadas. Isso, além de altamente oneroso, faria os sargentos passarem a ganhar mais do que os tenentes, seus superiores imediatos. O resultado final é que todo o oficialato das três Forças teria de receber um aumento salarial proporcional ao dos sargentos.
A única saída, em médio prazo, seria a passagem do sistema de controle de vôo para a alçada civil, com o conseqüente desligamento dos sargentos dos quadros da Aeronáutica. Mas isso leva tempo e é uma operação muito mais complexa do que aparenta. Como separar os serviços de defesa aérea - que devem ser mantidos na esfera militar - dos serviços restritos à aviação civil?
Lula foi devidamente enquadrado pelos comandantes militares. O comandante da Aeronáutica chegou a ameaçar acionar o Supremo Tribunal Federal para abrir um processo de impeachment do presidente por crime de responsabilidade. E base jurídica ele tinha de sobra para fazê-lo.
A crise acabou contornada porque nosso incauto presidente voltou atrás, derramou-se em declarações de apreço à hierarquia militar e tachou os amotinados de traidores e irresponsáveis.
Ele não precisava passar por mais esse vexame. Bastaria que algum assessor o tivesse orientado sobre os graves desdobramentos que sua atitude de negociar traria. Infelizmente, Lula já demonstrou que escolhe muito mal a sua assessoria.
O último governante que ousou incentivar a insubordinação dos quadros inferiores das Forças Armadas foi João Goulart. E ele acabou sendo deposto logo a seguir.
Com as Forças Armadas não se brinca, em especial porque elas são forças e, ainda por cima, armadas.
Como dizia o filósofo Dahrendorf, as instituições de uma nação são como cabos de alta tensão: à primeira vista são inofensivos, mas basta tocar neles para sofrer terríveis conseqüências. Lula não sabia disso e acabou estorricado.
Como reza a sabedoria popular, quem só entende metade de um problema acaba sendo devorado pela outra metade...
João Mellão Neto, jornalista, deputado estadual, foi deputado federal, secretário e ministro de Estado
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Fim
Temas:
apagão,
brasil,
democracia,
militar
Monday, April 09, 2007
Brasil - o problema da greve dos controladores - II
Mais um texto que recebi de fontes militares...pois...não parecem andar satisfeitos....
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Como nasceu o motim
A cadeia da desordem: insubordinados, os controladores de vôo desobedecem aos oficiais, que respeitam a ordem do presidente, que desrespeita a hieraquia militar e recua .
(Por Hugo Studart e Rodrigo Rangel)
Quarta-feira 21 de março, 20 horas. O ministro da Defesa, Waldir Pires, chega ao bar Azulejaria, um dos mais badalados de Brasília, para um encontro secreto com sete sargentos controladores de vôo . Eles haviam solicitado audiência formal, mas Waldir explicou que não queria confusão com o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito. Por isso, propôs o encontro heterodoxo. Marcou no apartamento de um assessor, mas faltou luz. Acabou num bar, tomando vinho e cerveja com os sargentos. Pires disse que não havia a mínima chance de se concretizar, com menos de dois anos, a desmilitarização reivindicada pelos controladores. "Tememos que essa informação chegue ao restante da tropa", avisou um dos sargentos. "A revolta vai ser grande." Waldir saiu. Os sargentos ficaram. Ali mesmo, foi decidida a radicalização.
CAOS ANUNCIADO
Sexta-feira 30 de março, 6 horas. Agentes do Centro de Inteligência da Aeronáutica observam a chegada dos controladores ao Cindacta 1, em Brasília. Eles sabiam que naquele dia haveria um movimento radical. Mas o comandante Saito não avisou o ministro Waldir. O movimento começou quando entrou o turno das 14 horas. A turma anterior não saiu e iniciou uma greve de fome. Às 17 horas, o caos era completo. Waldir chegou ao aeroporto, deu entrevistas dizendo que estava tudo bem e embarcou para o Rio. Foi o último a decolar.
O MOTIM
Brasília, 18h37. Os controladores invadiram a sala de controle e tomaram todas as posições. Dentre eles, três dos que estão sendo investigados por suspeita de falhar no acidente do vôo 1907 da Gol. O caos se alastrou para os centros de controle aéreo de Manaus, Recife e Curitiba. Um oficial entrou e avisou que o comandante da unidade, coronel Carlos Aquino, queria falar com os líderes. "Se ele quiser, então que venha aqui", respondeu um sargento. Minutos depois, Aquino foi lá e perguntou quem eram os quatro sargentos mais antigos da tropa. Disse que prenderia os quatro – e que os demais deveriam voltar ao trabalho. "Então vai ter que prender todos", respondeu um deles. Não poderia. Havia dezenas de aviões no ar. Saito deu ordens para só prender depois que todos os aviões aterrissassem.
A CONTRA-REBELIÃO
Eram 20h quando oficiais baseados em Brasília, Rio de Janeiro, Recife e Manaus começaram a trocar telefonemas nervosos. Saito queria prender 18 cabeças da rebelião. Chamou quatro promotores para lhe dar suporte legal. A logística foi preparada. Os hotéis de trânsito da FAB serviriam de cadeia. Ônibus foram deslocados para levar os amotinados. A Polícia da Aeronáutica foi mobilizada. "Se entrar, alguém vai morrer", avisou um controlador, por celular, a um colega militar do lado de fora.
A CONTRA-ORDEM
Por volta das 21 horas, Gilberto Carvalho, o chefe de gabinete do presidente, telefonou para o comandante Saito. Disse que gostaria de conversar com ele. "O que o sr. vai fazer?", perguntou o assessor. "A primeira coisa é colocar todos os aviões no chão", explicou. "Depois vou assumir o serviço." Por fim, avisou que iria prender os amotinados. Carvalho então alcançou Lula em pleno ar. Do avião, o presidente deu uma contra-ordem. Através do assessor, mandou o comandante da Aeronáutica abortar a operação. E o afastou da crise. Quem estava em Brasília?, quis saber Lula. De ministro importante, só Paulo Bernardo, do Planejamento. Às 22h30, Bernardo chegou ao Cindacta, em companhia de Erenice Guerra, subchefe da Casa Civil. Saíram de lá quase 1 hora da manhã, com a promessa de Bernardo de desmilitarização imediata do controle aéreo, e de que não haveria punição para os amotinados.
A REAÇÃO MILITAR
23 horas. Saito discutia com os mais próximos sua vontade de pedir demissão. A notícia se espalha. "Como vai ser se não houver mais hierarquia?", disse um brigadeiro. O almirante Júlio Moura, comandante da Marinha, presta solidariedade e diz que o acompanharia em qualquer decisão. Logo depois o comandante do Exército, general Enzo Peri, disse o mesmo. Às 10 horas de sábado, começou uma reunião do alto comando da Aeronáutica. Todos os nove brigadeiros quatro-estrelas estavam lá. Saito anunciou que pediria demissão. Anunciaram, um a um, que se demitiriam juntos. Menos um: o brigadeiro José Américo dos Santos, segundo na hierarquia . Foi então que o clima mudou. Um brigadeiro deu a idéia de Saito resistir. Queria que a força entrasse de prontidão e, armada, cumprisse a lei militar, passando por cima de Lula. "Mas ele é o comandante-em-chefe das Forças Armadas", argumentou Américo. "Ele é o comandante, mas nem ele está acima do Regulamento Disciplinar", decretou Saito .
LULA VOLTA ATRÁS
Na tarde de 31 de março, Saito relatou sua decisão aos comandantes da Marinha e do Exército . Deixou claro a Gilberto Carvalho que nenhuma das três forças aceitava mais Waldir Pires na Defesa .
Lula retornou de Washington na tarde de domingo. No início da noite, recebeu os comandantes no Palácio da Alvorada. Diante de Lula, não exigiram a cabeça de Waldir. Mas exigiram respeito à hierarquia e à disciplina. O presidente respondeu que estava sendo mal informado dos acontecimentos, por isso afastara Saito da crise. No dia seguinte, já no programa Café com o presidente, Lula passou a atacar os controladores. A semana terminou sem que ele decidisse nada de concreto sobre o caos aéreo. Nem quem será o novo ministro da Defesa.
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Fim
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Como nasceu o motim
A cadeia da desordem: insubordinados, os controladores de vôo desobedecem aos oficiais, que respeitam a ordem do presidente, que desrespeita a hieraquia militar e recua .
(Por Hugo Studart e Rodrigo Rangel)
Quarta-feira 21 de março, 20 horas. O ministro da Defesa, Waldir Pires, chega ao bar Azulejaria, um dos mais badalados de Brasília, para um encontro secreto com sete sargentos controladores de vôo . Eles haviam solicitado audiência formal, mas Waldir explicou que não queria confusão com o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito. Por isso, propôs o encontro heterodoxo. Marcou no apartamento de um assessor, mas faltou luz. Acabou num bar, tomando vinho e cerveja com os sargentos. Pires disse que não havia a mínima chance de se concretizar, com menos de dois anos, a desmilitarização reivindicada pelos controladores. "Tememos que essa informação chegue ao restante da tropa", avisou um dos sargentos. "A revolta vai ser grande." Waldir saiu. Os sargentos ficaram. Ali mesmo, foi decidida a radicalização.
CAOS ANUNCIADO
Sexta-feira 30 de março, 6 horas. Agentes do Centro de Inteligência da Aeronáutica observam a chegada dos controladores ao Cindacta 1, em Brasília. Eles sabiam que naquele dia haveria um movimento radical. Mas o comandante Saito não avisou o ministro Waldir. O movimento começou quando entrou o turno das 14 horas. A turma anterior não saiu e iniciou uma greve de fome. Às 17 horas, o caos era completo. Waldir chegou ao aeroporto, deu entrevistas dizendo que estava tudo bem e embarcou para o Rio. Foi o último a decolar.
O MOTIM
Brasília, 18h37. Os controladores invadiram a sala de controle e tomaram todas as posições. Dentre eles, três dos que estão sendo investigados por suspeita de falhar no acidente do vôo 1907 da Gol. O caos se alastrou para os centros de controle aéreo de Manaus, Recife e Curitiba. Um oficial entrou e avisou que o comandante da unidade, coronel Carlos Aquino, queria falar com os líderes. "Se ele quiser, então que venha aqui", respondeu um sargento. Minutos depois, Aquino foi lá e perguntou quem eram os quatro sargentos mais antigos da tropa. Disse que prenderia os quatro – e que os demais deveriam voltar ao trabalho. "Então vai ter que prender todos", respondeu um deles. Não poderia. Havia dezenas de aviões no ar. Saito deu ordens para só prender depois que todos os aviões aterrissassem.
A CONTRA-REBELIÃO
Eram 20h quando oficiais baseados em Brasília, Rio de Janeiro, Recife e Manaus começaram a trocar telefonemas nervosos. Saito queria prender 18 cabeças da rebelião. Chamou quatro promotores para lhe dar suporte legal. A logística foi preparada. Os hotéis de trânsito da FAB serviriam de cadeia. Ônibus foram deslocados para levar os amotinados. A Polícia da Aeronáutica foi mobilizada. "Se entrar, alguém vai morrer", avisou um controlador, por celular, a um colega militar do lado de fora.
A CONTRA-ORDEM
Por volta das 21 horas, Gilberto Carvalho, o chefe de gabinete do presidente, telefonou para o comandante Saito. Disse que gostaria de conversar com ele. "O que o sr. vai fazer?", perguntou o assessor. "A primeira coisa é colocar todos os aviões no chão", explicou. "Depois vou assumir o serviço." Por fim, avisou que iria prender os amotinados. Carvalho então alcançou Lula em pleno ar. Do avião, o presidente deu uma contra-ordem. Através do assessor, mandou o comandante da Aeronáutica abortar a operação. E o afastou da crise. Quem estava em Brasília?, quis saber Lula. De ministro importante, só Paulo Bernardo, do Planejamento. Às 22h30, Bernardo chegou ao Cindacta, em companhia de Erenice Guerra, subchefe da Casa Civil. Saíram de lá quase 1 hora da manhã, com a promessa de Bernardo de desmilitarização imediata do controle aéreo, e de que não haveria punição para os amotinados.
A REAÇÃO MILITAR
23 horas. Saito discutia com os mais próximos sua vontade de pedir demissão. A notícia se espalha. "Como vai ser se não houver mais hierarquia?", disse um brigadeiro. O almirante Júlio Moura, comandante da Marinha, presta solidariedade e diz que o acompanharia em qualquer decisão. Logo depois o comandante do Exército, general Enzo Peri, disse o mesmo. Às 10 horas de sábado, começou uma reunião do alto comando da Aeronáutica. Todos os nove brigadeiros quatro-estrelas estavam lá. Saito anunciou que pediria demissão. Anunciaram, um a um, que se demitiriam juntos. Menos um: o brigadeiro José Américo dos Santos, segundo na hierarquia . Foi então que o clima mudou. Um brigadeiro deu a idéia de Saito resistir. Queria que a força entrasse de prontidão e, armada, cumprisse a lei militar, passando por cima de Lula. "Mas ele é o comandante-em-chefe das Forças Armadas", argumentou Américo. "Ele é o comandante, mas nem ele está acima do Regulamento Disciplinar", decretou Saito .
LULA VOLTA ATRÁS
Na tarde de 31 de março, Saito relatou sua decisão aos comandantes da Marinha e do Exército . Deixou claro a Gilberto Carvalho que nenhuma das três forças aceitava mais Waldir Pires na Defesa .
Lula retornou de Washington na tarde de domingo. No início da noite, recebeu os comandantes no Palácio da Alvorada. Diante de Lula, não exigiram a cabeça de Waldir. Mas exigiram respeito à hierarquia e à disciplina. O presidente respondeu que estava sendo mal informado dos acontecimentos, por isso afastara Saito da crise. No dia seguinte, já no programa Café com o presidente, Lula passou a atacar os controladores. A semana terminou sem que ele decidisse nada de concreto sobre o caos aéreo. Nem quem será o novo ministro da Defesa.
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Fim
Brasil - o problema da greve dos controladores - I
Eis um texto que recebi, de um militar amigo, sobre este problema dos controladores de trafego aéreo que são militares e que fizeram...aparentemente....greve.
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Ordem e liberdade em choque
Jarbas Passarinho
Foi ministro de Estado, governador e senador
Quando entrei, aprovado em concurso universal, para a Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, deparei-me com uma sentença mural logo que transposto o umbral: "Cadetes, ireis comandar. Aprendei a obedecer". Um sábio ensinamento a sintetizar dialeticamente a ordem e a liberdade. Muitas vezes ouvi de meus comandantes que um oficial brasileiro não devia seguir a rigidez dos velhos manuais prussianos. Para nós, a ordem não se confunde com imposição. Um tenente usava comparar os limites da cama do cadete aos da liberdade. A largura dela era o seu limite de uso e não se estendia ao do direito do vizinho. Ainda que não fosse uma definição de filósofo, procurava ensinar que a liberdade não foi dada ao cadete para vivê-la sem limites, do mesmo modo que a qualquer pessoa no mundo.
Muitos anos depois, aluno da Escola de Comando e Estado Maior do Exército, tive a ventura de ser comandado pelo então general Castello Branco. Ele proferia freqüentes palestras semanais sobre a função de Estado Maior. Repetiu, à exaustão, que um exército se distingue de uma milícia pelos seus dois pilares fundamentais, a hierarquia e a disciplina. Sem elas, restam bandos armados. No tocante à escolha da carreira, o essencial era a vocação. Novamente a doutrinação entre ordem e liberdade, acrescida de outros argumentos. Ela não pode existir sem as restrições legais, mas não se pode confundir com a imposição. Exceto os recrutas, obrigados ao serviço militar, todos os militares são voluntários. A ninguém é dado esquecer que o concurso de admissão à Escola Militar é um contrato de adesão aos limites da liberdade na vida militar, mas também a certeza de que os regulamentos asseguram seus direitos.
A 2ª Guerra Mundial, nos julgamentos dos vencidos, pelo Tribunal de Nürenberg, condenou à morte, à prisão perpétua ou a 25 anos de cárcere, importantes militares alemães que se defendiam alegando obediência devida. Os juízes entenderam culpados todos os que não se negaram a praticar crimes nefandos. No governo João Goulart tivemos um exemplo de uma ordem superior que não podia ser cumprida, por ser ilegal. O coronel Francisco Boaventura, excelente oficial do Núcleo de Pára-quedistas, recebera ordem verbal de seu comandante para prender o governador Carlos Lacerda, desafeto do presidente João Goulart. O coronel, em face de uma ordem estranha aos deveres militares, negou-se a cumpri-la, exigindo que ela lhe fosse dada por escrito. Não lhe sendo dada por escrito, salvou a dignidade militar e, talvez, a vida do governador.
Esses fatos históricos me auxiliam a acompanhar a contenda entre os militares controladores de vôo e seu comandante, cuja ordem de prisão, embasada nas leis, foi desautorizada pelo presidente da República, que recomendou, ao revés da punição, a negociação. Se o presidente não conhece os regulamentos militares, desconhecer não pode a Constituição que proíbe ao militar sindicalizar-se e fazer greve. O comandante da Aeronáutica estava amplamente amparado nas leis e nas suas atribuições.
Não domino as funções dos sargentos especializados em controle de vôo. Ouço que, voluntários, fizeram concurso (contrato de adesão) para as funções que exercem e com os vencimentos que têm. Ouso achar que misturar militares e civis, com a mesma atribuição, e com vencimentos diferentes entre si, não terá sido boa solução. Mas não posso ler que um sargento desafiou o oficial que lhe levou a ordem de prisão, repeliu cumpri-la e comandou a greve, acompanhado dos demais colegas. Apoiados na decisão do presidente Lula, consentiram em negociar, mas exigiram que da negociação não participasse nenhum militar, nem o ministro da Defesa.
Estamos diante de uma insubordinação nos limites do crime de motim, a despeito de motivações justas como condições de trabalho. A ordem de negociar com grevistas que rasgam a Constituição e detonam a disciplina e a hierarquia permite prever que, amanhã, um tenente comandará seu pelotão tendo o cuidado de dizer: "Os que concordam comigo, esquerda volver". Se não for obedecido por todos, não prenderá recalcitrantes para não ser desautorado. Pedirá uma comissão de civis, para negociar. Especialmente se nunca fizeram serviço militar.
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Fim
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Ordem e liberdade em choque
Jarbas Passarinho
Foi ministro de Estado, governador e senador
Quando entrei, aprovado em concurso universal, para a Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, deparei-me com uma sentença mural logo que transposto o umbral: "Cadetes, ireis comandar. Aprendei a obedecer". Um sábio ensinamento a sintetizar dialeticamente a ordem e a liberdade. Muitas vezes ouvi de meus comandantes que um oficial brasileiro não devia seguir a rigidez dos velhos manuais prussianos. Para nós, a ordem não se confunde com imposição. Um tenente usava comparar os limites da cama do cadete aos da liberdade. A largura dela era o seu limite de uso e não se estendia ao do direito do vizinho. Ainda que não fosse uma definição de filósofo, procurava ensinar que a liberdade não foi dada ao cadete para vivê-la sem limites, do mesmo modo que a qualquer pessoa no mundo.
Muitos anos depois, aluno da Escola de Comando e Estado Maior do Exército, tive a ventura de ser comandado pelo então general Castello Branco. Ele proferia freqüentes palestras semanais sobre a função de Estado Maior. Repetiu, à exaustão, que um exército se distingue de uma milícia pelos seus dois pilares fundamentais, a hierarquia e a disciplina. Sem elas, restam bandos armados. No tocante à escolha da carreira, o essencial era a vocação. Novamente a doutrinação entre ordem e liberdade, acrescida de outros argumentos. Ela não pode existir sem as restrições legais, mas não se pode confundir com a imposição. Exceto os recrutas, obrigados ao serviço militar, todos os militares são voluntários. A ninguém é dado esquecer que o concurso de admissão à Escola Militar é um contrato de adesão aos limites da liberdade na vida militar, mas também a certeza de que os regulamentos asseguram seus direitos.
A 2ª Guerra Mundial, nos julgamentos dos vencidos, pelo Tribunal de Nürenberg, condenou à morte, à prisão perpétua ou a 25 anos de cárcere, importantes militares alemães que se defendiam alegando obediência devida. Os juízes entenderam culpados todos os que não se negaram a praticar crimes nefandos. No governo João Goulart tivemos um exemplo de uma ordem superior que não podia ser cumprida, por ser ilegal. O coronel Francisco Boaventura, excelente oficial do Núcleo de Pára-quedistas, recebera ordem verbal de seu comandante para prender o governador Carlos Lacerda, desafeto do presidente João Goulart. O coronel, em face de uma ordem estranha aos deveres militares, negou-se a cumpri-la, exigindo que ela lhe fosse dada por escrito. Não lhe sendo dada por escrito, salvou a dignidade militar e, talvez, a vida do governador.
Esses fatos históricos me auxiliam a acompanhar a contenda entre os militares controladores de vôo e seu comandante, cuja ordem de prisão, embasada nas leis, foi desautorizada pelo presidente da República, que recomendou, ao revés da punição, a negociação. Se o presidente não conhece os regulamentos militares, desconhecer não pode a Constituição que proíbe ao militar sindicalizar-se e fazer greve. O comandante da Aeronáutica estava amplamente amparado nas leis e nas suas atribuições.
Não domino as funções dos sargentos especializados em controle de vôo. Ouço que, voluntários, fizeram concurso (contrato de adesão) para as funções que exercem e com os vencimentos que têm. Ouso achar que misturar militares e civis, com a mesma atribuição, e com vencimentos diferentes entre si, não terá sido boa solução. Mas não posso ler que um sargento desafiou o oficial que lhe levou a ordem de prisão, repeliu cumpri-la e comandou a greve, acompanhado dos demais colegas. Apoiados na decisão do presidente Lula, consentiram em negociar, mas exigiram que da negociação não participasse nenhum militar, nem o ministro da Defesa.
Estamos diante de uma insubordinação nos limites do crime de motim, a despeito de motivações justas como condições de trabalho. A ordem de negociar com grevistas que rasgam a Constituição e detonam a disciplina e a hierarquia permite prever que, amanhã, um tenente comandará seu pelotão tendo o cuidado de dizer: "Os que concordam comigo, esquerda volver". Se não for obedecido por todos, não prenderá recalcitrantes para não ser desautorado. Pedirá uma comissão de civis, para negociar. Especialmente se nunca fizeram serviço militar.
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Fim
Temas:
apagão,
brasil,
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militar
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