Thursday, July 31, 2008

Startraking


A coqueluche da web portuguesa é o site startraking que pretende juntar numa rede social os portugueses talentosos. A mim parece-me muito bem.

Uma das regras desta rede social é que não se pode dizer mal de Portugal....o que também me parece bem.

Eu não tenho a mais pequena dúvida que os portugueses são um povo abençoado quer em capacidade de trabalho, quer em capacidade intelectual. As questões que eu tenho colocado ao longo destes anos de blog têm a ver com o "sistema" que existe em Portugal....os portugueses a viver em Portugal, a sua atitude e o seu commportamento, não têm a ver com os portugueses a residir no estrangeiro.

Não sou psicólogo, nem psiquiatra, mas adoraria que alguém me desse um esclarecimento sobre tão bizarro tema.

Veja-se, por exemplo, Durão Barroso que, enquanto 1º ministro foi muito fraco, mas aparentemente está a fazer um belissimo lugar em Bruxelas, apesar de não ter sido uma 1ª escolha.

Para que evoluamos, necessitamos naturalmente de aumentar a nossa auto estima, enquanto povo; é pois um começo...mas não basta.

Em qualquer caso, para já, a nota é positiva.

Sunday, July 27, 2008

Singapura - onde é que eu nunca tinha visto isto ?




Afinal, também há outros....

Vi ontem num dos canais da TV cabo um documentário que me impresionou. Tratava da história de Singapura.

Singapura era uma ilha selvagem, pertença da Malásia, que ao tempo tinha um sultão, habitada por piratas, alguns pescadores que vagabundeavam por aqueles mares e por alguns nativos.

Chegou lá um funcionário da inglesíssima Companhia da ìndias Orientais que tomou posse da ilha e que foi buscar um primo ao sultão malaio e colocou-o como sultão dessa ilha, com o qual fez um acordo no sentido de ser ele (funcionário) a geri-la como entendesse.

Esse senhor chamava-se Sir Thomas Stamford Raffles e desenhou num papel o mapa que a cidade deveria ser, mapa absolutamente visionário de distribuição de estruturas, áreas de habitantes e até acabamentos de edifícios.

O segredo da abelha para concentrar nesta pequena ilha todo o tráfego comercial da região foi o facto do comércio poder ser exercido sem impostos, algo nunca visto então, mas que veio a permitir que a cidade se transformasse (na ausência de Raffles) num antro de vicio e má vida.

Mais tarde o governo inglês tomou, ele mesmo, conta da ilha como colónia até à sua autonomia e posterior independência, em 1959.

Mas porquê todo este texto ?

Porque após a independência Raffles continuou a ser venerado pela obra que tinha feito. Não se destruiram estátuas nem se retiraram páginas aos livros de história. Afinal há quem pense que a época colonial não é sempre e só algo pernicioso.

Ainda hoje Singapura está construida de acordo com os planos originais de Raffles. Giro não é ?

Não há nada nem ninguém que só tenha mais-valias ou que só tenha menos-valias.O que é necessário é aproveitar o bom que o passado nos trouxe e mudar o necessário para que o que era mau seja removido.

Regresso a Marte com passaporte venusiano

Pois cá estou eu novamente após uma ausência, digamos sabática.
Regressei, mas o que que passou nos últimos meses levou-me a crer que o avião se enganou e se dirigiu a Marte.....que estava invadido por venusianos.

Irlanda e Europa
o referendo da Irl
anda ao Tratado de Lisboa deu "não".

As noticias da altura referiram coisas vedadeiramente bizarras, tais como:

Os apoiantes do não andaram a anunciar que o "sim" ao tratado iria obrigar a aceitar o aborto & similares, vários aspectos que nem sequer são mencionados no tratado.

Uma senhora interrogada em que é que ia votar, afirmou no "não", pois não sabia do que se tratava e assim sendo votava "não"

E por aí fora....

Mas, igualmente bizarro foi o facto de todos os comentadores políticos se debruçarem, ad-nauseum, sobre este "não-irlandês" que, independentemente do que foi referido acima, e amplamente divulgado pela comunicação social, revela questões bem mais profundas e sobre as quais ninguém fala.

A partir do momento em que um dado país decide avançar para a Europa, ou já decidiu há muitos anos, é totalmente caricato colocar a referendo público textos tão técnicos e táo especificos como o é o tratado de Lisboa. Para isso os políticos executivos são pagos, tal como os deputados são pagos para controlarem o poder executivo.

O cidadão comum não tem - nem tem de ter - a capacidade e os conhecimentos necessários para aprovarem, ou não, um documento com a complexidade do tratado de Lisboa. É um documento altamente especializado.

Mas este tema nunca foi referido nem pelos comentadores.

Serei eu o venusiano a viver em Marte ?