Wednesday, October 22, 2008

Ajudas às PME's

É verdadeiramente fascinante a forma como o governo diz que ajuda as PME's a enfrentar a crise.

A lógica desta tranche de € 1.000.000.000 é, segundo palavras do governo, para dinamizar acções conducentes ao aumento de vendas, todavia após ter falado com responsáveis de mais do que um banco, acabei por saber:

1. As empresas têm de ter uma disponibilidade financeira de 15% do valor solicitado
2. Entre 65 a 70% do valor do empréstimo têm de ser utilizado em compra de passivo (hardware, software, mesas, candeeiros, etc)

Já nem falo da necessidade da disponibilidade financeira, num grupo que anda teso....mas para aumentar vendas, só há que investir em 4 frentes: formação, qualidade, marketing e publicidade....mas para isto o "grosso" das verbas não serve !!

Comprar softwrae, laptops ou telefones não faz aumentar as vendas de nenhuma empresa....só mesmo das que vendem este tipo de produto........

Cada povo tem os governos que merece ! Comprem bastante vaselina....

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Monday, October 20, 2008

as vitórias da democracia

Vitória Nº 1 -Eleições nos Açores
A democracia está em festa, os Açores estão em festa, Portugal está em festa.
Foi uma vitória da democracia !
Apesar dos quase 60% de abstenções, que ninguém pretende explicar, foi uma vitória da democracia.
Os Açores vão ser governados por um partido (e notem que para mim qual o partido é absolutamente irrelevante) que obteve votos de 22,9% dos eleitores inscritos....menos de 1/4 .....mas foi uma vitória da democracia !

Vitória Nº 2 - Freira presa por não pagar bilhete
Mais uma vitória da democracia !
Num país em que se deixam em liberdade, tipos que entram aos tiros numa esquadra de policia, tipos que são descobertos na posse de metralhadoras e explosivos, e até autarcas que, jugidos à justiça, continuam a receber ordenado prende-se uma freira que não pagou o bilhete do autocarro....sabe-se-lá porque terá ela cometido esse hediondo crime.
Será que não tinha dinheiro e estava exausta ? Será que estava exausta porque passou o dia a dar balho a velhinhos entrevados a quem a sociedade vira costas ?
Ganhou a democracia, foi mais uma vitória !

Vitória Nº 3 - As cheias em Sete Rios
Mais umas chuvas...mais umas cheias. Mais individuos e empresas com enormes prejuizos. Mais individuos e empresas, que pagam impostos municipais e taxas de esgotos, com enormes prejuizos.
Alguém ouviu os jornalistas a questionarem a Camara Municipal de Lisboa ?
Alguém ouviu os jornalistas a questionarem a Deco ou advogados ? Não, o que iinteressa é captar as pessoas que choram a perda dos seus haveres.
Quem manda aqueles burros estarem a viver ali, principalmente quando chove ?
A chuva não fez mais do que sublinhar mais uma vitória da democracia !

Vitória Nº 4 - a invasão de haxixe
Como as autoridades espanholas têm as costas deles devidamente vigiadas, os traficantes passam a escolher Portugal para desembarcar a droga (informação das autoridades portuguesas).
Como nós continuamos a ser um grande país com 600Km de comprimento por 250Km de largura, naturalmente que o dinheiro vai para as autoestradas (a pagantes) e para os TGV's.
Afinal estar a pagar sistemas de vigilância eficazes (sim, acreditem...esta palavra existe realmente em português) era estar a impedir o livre comércio de substâncias que fazem muitos felizes e outros tantos ricos.
Mais uma vitória da democracia !

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Saturday, October 18, 2008

a tortura

Esta semana um dos principais eventos foram os alegados actos de tortura que alguns agentes da PJ exerceram sobre uma mãe que tinha morto uma filha de alguns meses e que, à altura, não dizia onde estava o corpo. É claro que olhos negros não são sintoma de cair por uma escada. Também não tenho dúvida em que ela levou uns sopapos.

Quanto a tortura, a minha grande dúvida é onde se traça a linha do que é, ou não é aceitável. Eu explico através de dois exemplos extremos, mas são os exemplos extremos, normalmente designados por "redução ao absurdo" que nos permitem avaliar com maior lucidez alguns conceitos.

Exemplo 1
Um assassino é preso depois de ter violado e morto uma garota de 8 anos. Apesar de se gabar em frente das autoridades e dos pais do que lhe fez, (vamos admitir que a violou, rasgou, bateu e acabou por matá-la com pontas de cigarro) não quer dizer onde escondeu o corpo, para que a familia possa fazer um funeral digno.
A lei protege os direitos humanos individuais do assassino, mas não protege os direitos humanitários de pais, amigos e de toda uma sociedade.
Logo este assassino poderia ser condenado, sim, mas podê-lo-ia fazer com um sorriso nos lábios e palavras de escárnio.
Exercer a necessária persuasão para saber onde estava o corpo da criança de 8 anos assassinada....seria crime ?

Exemplo 2
Um terrorista é preso a colocar uma bomba numa escola primária. Essa bomba foi tirada mas ele confessa que colocou outras três em escolas espalhadas pela cidade e que estão preparadas para explodir dentro de 1 hora.
Este homem está protegido pelos direitos humanos, mas centenas de crianças estão em risco de morrerem ou ficarem gravemente mutiladas.
Exercer a necessária persuasão para saber onde estão as bombas.....seria crime ?

A nossa sociedade diz que defende os direitos humanos mas parece que somente os terroristas e assassinos é que possuem esses direitos. Será ? É claro que não ! O que a nossa sociedade revela é enorme hipocrisia, pois todos estamos conscientes que não é possível ser humanista a lidar com monstros.

O que nós não queremos é que sejamos confrontados com olhos negros, ou com outros resultados inerentes à "necessária persuasão".

Sou absolutamente contra a tortura gratuita feita sobre um prisioneiro, apenas para deleite, neste caso, do monstro que seria o encarcerador. Mas a necessária persuasão a exercer sobre um monstro em defesa da sociedade é obviamente algo que nos temos de habituar e que é necessário assumir.

A dificuldade está em saber onde se traça a linha.

Monday, October 13, 2008

Os dados judiciais

O laptop da delegada do Ministério Público Helena Fazenda foi roubado e todos ficaram histéricos com a possibilidade de terem desaparecido provas essenciais para o caso "Noite Branca".

O que me póe histérico é tudo aquilo que está por detrás e que....naturalmente.....ninguém questiona. Eu pergunto então ?

A PJ e o MP não têm os dados dos processos guardados em computadores centrais ?
O facto dos, aparentemente, únicos dados estarem num único laptop parece-me absolutamente incrível, pois os pc's podem ser roubados, podem cair, podem avariar.....tudo o que existe está num único PC ?

Os delegados & similares podem andar com documentos essenciais assim....à l'aise ?
É fascinante que dados tão confidenciais possam andar assim, tão à vontade, em laptops que os delegados levam consigo para casa. Ao menos os dados estavam encriptados ?


Dos estúpidos até Deus tem medo !
Eu já citei esta frase antes, mas aqui aplica-se que nem uma luva. Este caso é de uma estupidez lancinante....eu passo a explicar.

Em primeiro lugar devia ser "lana caprina" que dados de processos NUNCA saem da PJ ou do MP, ou de onde vocês quiserem. Seja onde for eles não devia sair de lá. Quem quer que os quisesse consultar teria de aceder remotamente, com todas as condições de segurança, como aliás se faz com os bancos.

Em segundo lugar, para os casos muito especiais em que tivessem de sair, ter-se-ia de verificar:
  • Só sairiam cópias
  • Só sairiam cópias da informação estritamente necessária
  • Só sairiam cópias da informação estritamente necessária dentro de directorias correctamente encriptadas(1)
Este episódio revela-nos algo de verdadeiramente assustador:
  1. Não existe qualquer segurança a nível de dados judiciais !
  2. Não existe quem entenda que não existe segurança !
  3. Não existe quem se interrogue "e se o pc avariar ou for roubado" !
  4. Não existe quem faça as perguntas necessárias
Coitados de nós.

(1) - nem precisam gastar dinheiro. Utilizem borlex http://www.truecrypt.org/

Thursday, October 09, 2008

Pensar é giro...

Há um par de dias, grande escândalo.....uma delegada do Ministério Público tinha mandado embora um gang apanhado na posse de armas, das mais sofisticadas, suspeitos de car-jacking e de mais um rol de atrocidades.

Os jornalistas da TV denunciaram a situação e até disseram que os detidos nem tinham sido presentes a um juíz e entrevistaram vários guardas da PSP, que tinham efectuado a detenção e que se mostraram revoltados.

Vejamos:
  • Ela sabia que se os deixasse ir em liberdade haveria um protesto público
  • Porque não haveria ela de os apresentar a um juíz e lavar daí as suas mãos ?
Ora, não é preciso ser um Einstein para perceber que o único motivo é que ela foi ameaçada, na sua pessoa, ou na pessoa de um familiar próximo, que se não os deixasse sair alguém sofreria bastante. Está na cara !

Coitada da delegada ! Ameaçada por uns e depois espezinhada por uma turba que só usa a cabeça para encostar uma camara de televisão.

Monday, October 06, 2008

Parabéns Clara Ferreira Alves

Não resisto a transcrever o artigo de CFA no Expresso....afinal há outros....!

CLARA FERREIRA ALVES, ATERRADORA...

A justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca -
Clara Ferreira Alves - Expresso

Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito
maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com
isso apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do
encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita
e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.

Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto
final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais
inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir
nada.

Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada
acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é
definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.

Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi
crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso
Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o
que verdadeiramente se passou nem quem são os criminosos ou quantos crimes
houve.

Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de
enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a
verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é
uma coisa normal em Portugal e que este é um país onde as coisas
importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.

E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este
estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos
computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao
maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando
nunca vir a saber com toda a naturalidade.

Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas
ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da
Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica,
da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a
Isaltino Morais, da Braga parques ao grande empresário Bibi, das queixas
tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que
acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados,
muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente
punidos?

Vale e Azevedo pagou por todos.

Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de
Leonor Beleza com o vírus da sida?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num
parque aquático?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos
crimes imputados ao padre Frederico?

Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre
Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça
foi roubada do Instituto de Medicina Legal?

Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e
enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.
No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível,
alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar
alguém?

As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da
criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia
espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as
crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns
menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu?
Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.

E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela
reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários,
políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?

E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros
do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára? O
mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por
causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.

E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado
doentes por negligência? Exerce medicina?

E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de
colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é
surda, muda, coxa e marreca.

Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são
arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao
esquecimento.
Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.

Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram
as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de
crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos
sobre meninas ficaram sempre na sombra.

Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças , de
protecções e lavagens , de corporações e famílias , de eminências e
reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.

Este é o maior fracasso da democracia portuguesa
Clara Ferreira Alves - "Expresso"

Friday, October 03, 2008

AIBOFONEX

Antes da ordem do dia
Antes que me esqueça, devo referir a entrevista que deu hoje, às 10:00 na Antena 1 de Medina Carreira. Afinal há um homem ilustre, sem desprimor por todos aqueles que aqui já colocaram comentários favoráveis, que tem uma visão idêntica à minha. Grande entrevista. O que vale é que a entrevista foi em directo, senão receio que nunca tivesse ido para o ar...a sério. Tentei ir ver no site multimedia.rtp.pt para detectar uma eventual cópia ...mas nada.....

Bom, hoje trago, para vosso alimento cerebral três temas que foram discutidos nos jornais destes dias e que me mostraram a inversão dos conceitos de xenofobia, tema tão caro aqueles que são discípulos de S.Tomás.


Violência importada
Apesar de eu não ser votante do CDS nem particular apreciador de Paulo Portas ele disse na AR algo em que nós devemos meditar. PP propôs que estrangeiros condenados por crimes relacionados com violência fossem deportados para os seus paises de origem. A ideia parece-me boa, mas a esquerda parlamentar desatou a gritar "xenofobia"........porquê ?

Se a ideia é, ou deveria ser proteger a nossa sociedade, contra individuos que a ela trazem dano, então se prendemos os portugueses, porque não deveriamos mandar embora os estrangeiros, se possível para eles serem presos nos seus países de origem ?

Afinal é o contribuinte português que paga a estadia dos presos nas nossas prisões e tal deve sair muito caro. Qual a lógica de após termos sido vitimas de violência ainda termos de pagar para o criminoso ser preso cá ? (admitindo naturalmente que há acordos em que os estrangeiros possam cumprir pena nos seus paises de origem)

Mas mesmo que tenha de ser preso cá, para pagar pelo que fez, porque é que é xenofobia mandá-lo de volta ? A deportação tem a ver com a falta de confiança no individuo, por parte de uma sociedade. Não é legitimo ? Porquê ?

Aliás numa empresa um funcionário que exerça actos de violência sobre outro, pode ser despedido com justa causa, após o necessário processo legal, independentemente das compensações que tenha de prestar. Aqui também será xenofobia ?

O epíteto de "xenofobia" em situações deste tipo aparenta um total desinteresse pelo bem estar da sociedade que inlcui não só os portugueses, como os estrangeiros que cá vivem e nos honram com o seu modo de vida honesto.


Doentes com HIV
Eu encaro os doentes com HIV da mesma forma que encaro um doente com cancro, com uma tuberculose ou com Alzheimer....com o maior pesar. Também já passei por situações angustiantes com família muito próxima e conheço a dor.

Posto isto sejamos práticos.
A nossa sociedade tem tecido criticas à Justiça por esta dar razão a um hotel que despediu um cozinheiro contaminado com o HIV. Eu tenho dito mal da nossa Justiça....mas não aqui.

Estamos todos a ficar atrasados mentais ?

O virus do HIV propaga-se ! Pode ser que a forma de propagação seja limitada, mas propaga-se. Dizem os entendidos que os líquidos orgânicos, tal como o sangue a saliva e o suor são formas potenciais de propagação.......logo os doentes com HIV não podem ter actividades em que possam contaminar outros através desses líquidos.

Mas o que é que aqui é dificil de entender ?

Faz sentido que um cirurgião possa exercer se estiver infectado com o HIV ?!?
Faz sentido que uma pessoa que cuida de crianças (como já vi nas notícias) e que lhes aplica primeiros socorros, esteva contaminada pelo HIV ?

Pelo amor de Deus...haja bom senso ! O portador de HIV pode desempenhar um zilião de funções na sociedade....mas cozinheiro ?!?

Se eu andar na rua com um tubo da varíola sou preso (e sabe-se lá que mais) pois a varíola é mortal e contagiosa. O HIV também ! Mais lento na propagação, mais lento na morte...mas mortal.


Escutas telefónicas
Já que estou lançado nas celebérrimas liberdades individuais venho apenas mostrar a minha incredulidade pela possibilidade que os advogados do Major Valentim Loureiro julgavam ter, ao solicitar a remoção das escutas telefónicas do processo em causa.

Notem que eu não sou contra os advogados. Nem pensar ! Eles são pagos para defender o cliente e usam o que a lei permite.

O que é inacreditável é que a lei possibilite a eliminação de escutas telefónicas que comprovem um ilícito.

O criminoso deixa de ser criminoso, só porque a escuta telefónica foi eliminada ?
O criminoso deixou de ter dito o que disse, só porque a escuta telefónica foi eliminada ?

Isto é inenarrável !
Podem vir para cima de mim com toneladas de Direito, mas isto é inenarrável.


Sugestão de fim de semana
Acima de tudo este país, com maioria de razão os seus governantes, têm uma gigantesca falta de cultura, no sentido literal do termo.

O TPC para este fim de semana é ler as meditações de Marco Aurélio - imperador romano que nasceu no ano 121 e morreu no ano 180....leiam agora o que ele escreveu então

Leiam borlex em http://classics.mit.edu/Antoninus/meditations.html

Bom fim de semana