Eu que queria publicar um texto todos os dias......passaram 15 dias, mas vocês nem imaginam quanta água passou debaixo da ponte...bom, vamos por partes:
Cursilho de Cristandade
Um evento que me marcou profundamente, não só na minha ausência de 15 dias, mas também ao longo das minhas várias décadas foi um cursilho de cristandade a que fui....muito empurrado (=forçado) por um dos amigos locais.
http://www.cursilho.org.br/
http://www.agencia.ecclesia.pt/anuario/ficha_instituicao.asp?instituicaoid=49
Eu toda vida fui e sou um técnico, longe portanto dos ratos de sacristia ou dos beatos, mas "gente" ....a vivência de um cursilho não dá para acreditar....não dá para acreditar....
Entra-se a uma 5ª feira ao fim do dia e sai-se no Domingo depois do almoço....mas não dá para acreditar...é imprescindível viver-se esta experiência.
Atenção aos marotos....os cursilhos não são mistos....!! Há-os para homens e para mulheres.
Cabana-Restaurante
Inaugurámos uma cabana-restaurante numa das praias mais paradisiacas do Brasil, ao sul de Ilhéus....terra da eterna Gabriela Cravo e Canela, terra de Jorge Amado e Bahia profunda, onde o tempo (como eu aliás já referi anteriormente) não passa de um conceito vago. Mas infelizmente não para estrangeiros a estabelecerem-se. Aqui, para nós, tempo é mais um parametro vagamente conhecido mas apenas pela rapidez com que passa.
Por cá ainda é inverno, mas quando o sol brilha o povão vai direitinho às praias e o que é preciso é cerveja bem gelada, boa comida e boa música em background....música brasileira, já se vê.
Florais de Bach
Não conhecem ? Pois deviam....
Os florais de Bach são uma técnica antiga, desenvolvida por um médico - o Dr Edwuard Bach - que verificou que extratos, muito suaves, de plantas faziam maravilhas à nossa saúde. Muito embora nunca tenha sido publicada uma justificação para tal, os facto foram sempre comprovados utilizando as meodologias próprias para o efeito.
Informem-se em
www.emforma.pt/medicinasnaturais.html
http://pwp.netcabo.pt/0152562701/floraisbach.html
ou mais amplamente, ainda, em
http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&q=bach+florals&meta=
Uma cunhada nossa tem aqui uma clinica onde esta terapia é aplicada e para nós tem resolvido milagres.....nada como ir visitar, caso não nos sintamos absolutamente perfeitos
De onde viemos e que espírito é o nosso
O meu filho mais velho chamou-me a atenção para um site de um autor conhecido, sobre este tema. Fui até lá e gostei de ler. Quanto mais não seja é um bom alimento intelectual. Podemos concordar ou não, mas as ideias são interessantes. Tudo em português...
http://www.velatropa.com/kryon/_usa/k_livros.htm
Monday, September 18, 2006
Friday, September 01, 2006
Batalha da Produção e Putos multi-lingues
Ao fim de uma catrefada de anos a ouvir os slogans pela "Batalha da Produção" ....eu produzi 4 putos....dois eles e duas elas. Delas...eu já falei...deles, vou hoje falar do mais novo.
O mais novo chama-se João é é conhecido pelo Joãozinho, mas mais própriamente por Johnny-Johnny.
O Johnny-Johnny tem uma história engraçada pois desde que ainda estava na barriga da mãe, o pai (moi) teimou que só ia falar inglês com ele....e as primeiras palavras foram pronunciadas perto do umbigo da mãe, para ver se ele ouvia melhor.
Ei-lo nascido a 26 de Maio de 2002 e, naturalmente, continuei a falar com ele exclusivamente em inglês.
Reconheço que as primeiras semanas exigiram algum esforço, principalmente na presença de outras pessoas. Bom....que eu tenho desde há longo tempo uma mistica de louco, eu sabia, mas agora as outras pessoas ir-se-iam começar a aperceber disso.
Pois, lá fui falando e falando e falando...e o Johnny-Johnny parecia entender muito bem ambas as linguas, muito embora em Janeiro de 2004 não falasse ainda nada.
Como diriam os ingleses (os tais do idioma a que o Johnny-Johnny foi confinado nos tratos com o pai) "here is where the plot thickens" ...pois no inicio de 2004 contratamos uma ama/empregada de casa búlgara....chamada Svetla.
Ora, com os papás a trabalhar e com os manos nas várias vertentes da vida escolar/profissional, a Svetla iria ficar muitas horas sózinha como Johnny-Johnny, mas havia aqui um busilis complicado....
a Svetla não falava português, e muito menos inglês.....como seria possível comunicar com o Johnny-Johnny, relativamente aos mais variados assuntos do dia-a-dia ?!?
Pois...foi simples.....a Svetla recebeu instruções para somente falar como Johnny-Johnny ....em búlgaro !
A partir do inicio de 2004, a coisa ficou de facto uma barra-pesada para o Johnny-Johnny:
Esta é a 1ª curiosidade. O puto podia usar mais ou menos vocabulário em cada um dos idiomas, usar melhor ou pior a gramática de cada um deles, mas nunca os misturou.
Até Junho de 2006, o Johnny-Johnny conviveu alegre e fluentemente com os 3 idiomas. Somente depois da nossa vinda para o Brasil ele perdeu o contacto com o búlgaro.
Julgo que esta experiência mostra que miudos muito novos não têm qualquer limite para a capacidade de aprender coisas. Continuamos a alimentar o interesse dele em relação aos mais variados temas. No caso dos aviões, por exemplo, ele descreve (hoje com 4 anos) os nomes das várias partes, das técnicas de levantar voo e de aterrar.
Pergunta porque é que a chuva cai, porque suamos e coisas similares e, nestes casos é preciso dar explicações pertinentes e convincentes.
Eu não sou o típico pai babado (mas sou babado) mas sou um pai que se sente frustrado com uma sociedade cada vez mais imbecilizante para as crianças, com aquela paranóia de não os esforçar ou de não os traumatizar.
Por isso temos adultos cada vez mais broncos.
O mais novo chama-se João é é conhecido pelo Joãozinho, mas mais própriamente por Johnny-Johnny.
O Johnny-Johnny tem uma história engraçada pois desde que ainda estava na barriga da mãe, o pai (moi) teimou que só ia falar inglês com ele....e as primeiras palavras foram pronunciadas perto do umbigo da mãe, para ver se ele ouvia melhor.
Ei-lo nascido a 26 de Maio de 2002 e, naturalmente, continuei a falar com ele exclusivamente em inglês.
Reconheço que as primeiras semanas exigiram algum esforço, principalmente na presença de outras pessoas. Bom....que eu tenho desde há longo tempo uma mistica de louco, eu sabia, mas agora as outras pessoas ir-se-iam começar a aperceber disso.
Pois, lá fui falando e falando e falando...e o Johnny-Johnny parecia entender muito bem ambas as linguas, muito embora em Janeiro de 2004 não falasse ainda nada.
Como diriam os ingleses (os tais do idioma a que o Johnny-Johnny foi confinado nos tratos com o pai) "here is where the plot thickens" ...pois no inicio de 2004 contratamos uma ama/empregada de casa búlgara....chamada Svetla.
Ora, com os papás a trabalhar e com os manos nas várias vertentes da vida escolar/profissional, a Svetla iria ficar muitas horas sózinha como Johnny-Johnny, mas havia aqui um busilis complicado....
a Svetla não falava português, e muito menos inglês.....como seria possível comunicar com o Johnny-Johnny, relativamente aos mais variados assuntos do dia-a-dia ?!?
Pois...foi simples.....a Svetla recebeu instruções para somente falar como Johnny-Johnny ....em búlgaro !
A partir do inicio de 2004, a coisa ficou de facto uma barra-pesada para o Johnny-Johnny:
- ouvia búlgaro da ama, durante apx 10h/dia
- ouvia em inglês com o pai
- ouvia português de todos os outros
Esta é a 1ª curiosidade. O puto podia usar mais ou menos vocabulário em cada um dos idiomas, usar melhor ou pior a gramática de cada um deles, mas nunca os misturou.
Até Junho de 2006, o Johnny-Johnny conviveu alegre e fluentemente com os 3 idiomas. Somente depois da nossa vinda para o Brasil ele perdeu o contacto com o búlgaro.
Julgo que esta experiência mostra que miudos muito novos não têm qualquer limite para a capacidade de aprender coisas. Continuamos a alimentar o interesse dele em relação aos mais variados temas. No caso dos aviões, por exemplo, ele descreve (hoje com 4 anos) os nomes das várias partes, das técnicas de levantar voo e de aterrar.
Pergunta porque é que a chuva cai, porque suamos e coisas similares e, nestes casos é preciso dar explicações pertinentes e convincentes.
Eu não sou o típico pai babado (mas sou babado) mas sou um pai que se sente frustrado com uma sociedade cada vez mais imbecilizante para as crianças, com aquela paranóia de não os esforçar ou de não os traumatizar.
Por isso temos adultos cada vez mais broncos.
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