Friday, August 29, 2008

Democracia - o que é realmente ?


Hoje vou desabafar sobre um tema que me incomoda e que trata da democracia, tão badalada hoje em dia.

Segundo a história a democracia é originária na Grécia onde o próprio termo significa Demos=povo e Kratos=regra,força. As regras são definidas pelo povo. Na sua essência a democracia tem dois principios fundamentais: todos são iguais e têm igual acesso ao poder e todos os membros devem gozar das mesmas liberdades reconhecidas universalmente

A título de curiosidade refiro que na Antiga Grécia, onde haviam votos no sistema eleitoral, nem todos podiam votar. Só podiam votar os homens que tivessem tido uma educação dos 6 aos 18 anos e que depois disso tivessem cumprido 2 anos de serviço militar.

Obviamente que a questão de serem homens apenas tinha a ver com o preconceito dos antigos acerca das mulheres, mas a parte interessante é a necessidade da educação que incluia, matemática, filosofia, história e outros idiomas.

Quer isto dizer que, desde então. estava entendido que sem cultura e educação não era possível apreciar os problemas da sociedade e sobre eles decidir (votar) de uma forma eficaz, em prol da própria sociedade.

Hoje em dia já se define uma miriade de "tipos" de democracia, tais como, Representativa, Parlamentar, Liberal, Directa, Socialista, etc....mas basicamente todas se baseiam em eleições. Além dos vários tipos de democracias, existem ainda vários conceitos sobre o tema, sendo um deles o conceito minimalista.

O conceito minimalista foi dissecado por Joseph Schumpeter
no seu famoso livro "Capitalismo, Socialismo e Democracia" e básicamente este conceito diz que os cidadãos dão poder a um grupo de políticos para governar por um determinado prazo. Os cidadãos não podem, nem devem governar, pois na maioria dos casos, os cidadãos não têm uma visão clara dos temas ou a sua visão não está bem fundamentada. Esta perspectiva é compartilhada por vários proponentes contemporâneos como William H. Riker, Adam Pizeworsky e Richard Posner.

Se há alguns séculos atrás, ou mesmo há algumas décadas atrás, as questões que se colocavam á sociedade eram mais acessíveis ao vulgar cidadão, assistimos a que hoje os problemas que se colocam, nomeadamente com a eliminação progressiva das taxas alfandegárias e com a globalização não são de todo triviais muitas vezes para os especialistas, quanto mais para o vulgar cidadão.

Aqui começam as minhas incomodidades.

Mesmo dentro de um conceito minimalista, o facto é que é preciso votar em grupos que se propoem, com base em programas eleitorais, a serem eleitos.
  • Se os programas eleitorais não contêm senão informação "típica" para o cidadão vulgar gostar deles, então esses candidatos não são confiáveis.
  • Se os programas contêm decisões técnicas elaboradas e justificadas com base em estudos financeiros ou de marketing, a esmagadora maioria da população não tem hipótese de os entender.
  • Se os programas incluem algum tipo de sacrificio para a população, mesmo para semear um futuro melhor, esse grupo não é escolhido pois a cultura ocidental, hoje em dia, é para o "hoje"
Uma população que não tenha cultura e informação (e lembro que os jornais que mais se vendem em Portugal são os desportivos. São 3 e são diários !) como é que pode apreciar o que a classe política se propoe ? Como é que distingue o trigo do joio ?

a minha incomodidade continua.....

Se a classe politica percebe que a população não tem capacidade cultural de apreciar, em prol do futuro, as decisões que se propoe tomar ou que toma, tal dá à classe política uma autocracia, que passa despercebida, mas que é o oposto de democracia.

Por outro lado em Portugal o cidadão só tem, na esmagadora maiorida de situações eleitorais, a possibilidade de votar em partidos e não em pessoas. Eu não acho tal democrático. Pessoas são reais, partidos são abstrações. Pessoas são responsabilizáveis, partidos são etéreos.


e assim continuo incomodado.....


Tenho também a incomodidade sobre a cultura e educação dos políticos...da sua
competência para tomar decisões que nos afectam a todos.

Se um cirurgião tem de estudar durante 22 anos até que possa abrir um tórax, para proteger o indivíduo que está sobre a marquesa, como é que é possível que, para ser deputado - que vai votar leis que afectam milhões de pessoas -
basta que ele tenha nascido ?

O primeiro principio fundamental da Democracia deixa-me assim incomodado
. Todos são iguais no acesso ao poder. Mas se os que detêm o poder não têm as necessárias competências para o executar que será da sociedade ? Que será da Democracia ?

O conceito de Democracia, cujo ideal eu respeito se o beneficiário for a sociedade, é uma
criação puramente humana, I.E., não existe na natureza, e contúdo temos apreciado ao longo dos anos que as soluções encontradas na natureza são sempre as mais estáveis e as mais duradouras, qualquer que seja o campo em estudo.

Criminalidade

Um tema actual é a criminalidade. A criminalidade organizada, não organizada, muitas vezes estúpida (como os que foram assaltar uma agência bancária que não tinha "caixa" !!) e muitas vezes violenta.

Como é que se combate a criminalidade ou o terrorismo numa Democracia ? Com leis, responderão. Bom, nós temos leis e a criminalidade não só existe como está a aumentar. Outros países "democráticos" têm leis e isso não elimina o crime organizado ou o terrorismo.

A Democracia ocidental coloca, como temos assistido muitas vezes nos noticiários, os direitos do agressor sempre acima dos direitos da vítima ou da sociedade. Por isso vemos criminosos a serem colocados em liberdade, porque um prazo expirou, ou porque um papel não foi correctamente preenchido.

isto continua a incomodar-me....

Julgo que a questão que devemos colocar a nós próprios é simples:

Queremos que os interesses individuais se sobreponham aos interesses da sociedade, ou não ?

A forma de estar oriental faz sobrepor os interesses da sociedade aos interesses individuais.
(tal como se vê na natureza, em termos de comportamentos dos grupos de vários tipos de animais que vivem "em sociedade").

As sociedade orientais existiam já como sociedade enquanto os ocidentais ainda estavam em plena idade das trevas

A forma de estar dos ocidentais é sobrepor os interesses do individuo aos interesses da sociedade e é isso que me incomoda. Como pode uma sociedade sobreviver nesta situação ?

Os exemplos são muitos e b
asta ler os jornais todos os dias. Bancos que são perdoados em dívidas de milhões, dinheiro esse que entraria nos cofres do Estado em prol da sociedade, criminosos que são postos em liberdade por questões meramente formais, obras públicas gigantesca que são feitas sem que se perceba exactamente em que beneficiam a sociedade

Que queremos ? Já não digo para nós que por cá andamos hoje, mas para os nossos filhos e netos ? Será que temos a necessária cultura ou interesse em nos preocupar com isso ?

mas as minhas incomodidades não acabam aqui....

A Democracia diz que todos têm iguais possibilidades de chegar ao poder. Será ?

As campanhas eleitorias custam fortunas. Jornais, revistas, rádio, televisão, viagens, convenções, balões, bonés coloridos, etc, etc, etc.

Se as campanhas custam fortunas, como é que o primeiro principio da democracia se aplica ? As pessoas não têm todas as mesmas capacidades financeiras. Claro que não tendo têm de ir pedir o dinheiro a quem tenha. Mas alguém dá dinheiro...muito dinheiro....sem contrapartidas ?

Incomoda-me que alguém pense que sim...que confiança podemos ter em políticos eleitos com dinheiro que não era deles ?

e para terminar o meu rol de incomodidades....

A Democracia ocidental refere as liberdades individuais e o seu exército de seguidores fazem a sua apologia...mas aqui também algo me incomoda em termos teóricos

A privacidade é uma das maiores liberdades que podemos ter, todavia a nossa vida actual em tudo é antidemorática:

  • Cartões bancários
  • Portagens com via verde
  • Cameras de televisão
  • Telemóveis
Tudo isto informa alguém sobre por onde andamos, o que estamos a fazer, o que dizemos, etc, etc. Pessoalmente não me incomoda nada e até pode ser uma arma boa contra o crime e o terrorismo....mas não me digam que é uma democracia.

Sunday, August 24, 2008

Pinho Piroso Pimba - coitado do Governo


Vim para uma semanita de férias a pensar que estaria descansado, mas hoje vi na 1ª página do DN o nosso ministro da economia a tomar um banho de piscina com o ganhador das medalhas de ouro em Pequim.

Claro que a legenda - sempre inteligente e pertinente - do jornalista foi :"Phelps explicou a Pinho como se tornou campeão".

Ficamos na dúvida se Pinho do alto dos seus 60 anos está a tencionar ir a Londres 2012 ou se já aproveitou a lição para se tornar num campeão Pimba, a aproveitar uma passagem de férias do campeoníssimo Phelps, por Portugal, que muitos nos honra, para se por de fato de banho e ser com ele fotografado numa piscina.

Que saloio, que pimba, que embaraçoso !!

Se fosse o secretário de estado do desporto a ir cumprimentar o campeão, ou o presidente do Comitê Olimpico Português.....ainda se percebia. Um aperto de mão à chegada ao aeroporto, ou num almoço oferecido.....mas o ministro da economia dentro de uma piscina ?!? só para aparecer no jornal ?!?

São os políticos que temos....das berças, com os jornais( mesmo os com grandes pergaminhos) por sua conta, ....coitado do Augusto de Castro....coitados de nós!

Que saloios, politicos e jornalistas !!!

Sunday, August 17, 2008

Os nossos heróis, humilhados pelos jornalistas


Telma Monteiro não foi às medalhas porque perdeu dois combates, um contra a campeã asiática, outro contra a campeã do mundo.

Os nossos jornalistas desportivos trataram de classificar o evento como "A GRANDE DESILUSÃO". Para uma classe que muitas das vezes não consegue ler um número num
papel, não consegue conjugar verbos no plural e que sistematicamente se refugia nos "hãã" a cada 3 palavras que diz, esta classificação de Telma Monteiro é um atentado à inteligência de quem segue os jogos.

Os atletas que vão aos jogos olímpicos são os melhores do país, só por isso merecem o nosso respeito e admiração. São jovens que não se abandonaram ao tabaco, às noitadas de discotecas ou às horas infinitas em diálogos absolutamente cretinos no MSN.

De entre os que vão, aqueles que lutam por medalhas, ganhem-nas OU NÂO, são verdadeiros heróis e só a inveja da sua postura e do seu esforço pode justificar frases como a que referi acima.

A classe jornalistica fica ofuscada pelo Michael Phelps e suas 8 medalhas de ouro. Sem minimizar, naturalmente, o seu feito histórico e o brilhantismo da sua actuação, o bruá que a comunicação social faz em torno dele faz sentir envergonhado um atleta que APENAS tenha ganho 1 medalha de ouro......e naturalmente que aos nossos próprios atletas, que nem medalhas possam ter ganho .....são quase colocados ao nível dos sacos de plástico para transporte de lixo.

Os nossos atletas têm de treinar os seus desportos e fazer pela vida, uma vez que o Estado só tem olhos para o futebol. Lembram-se do número de estádios construidos para o Euro 2004 ? Mais do que a própria UEFA dizia ser necessário !

Os nossos atletas têm de ter vidas de trabalho e ter a força de vontade para treinar apesar de cansados. Têm de competir sem que a maioria da população saiba dos seus feitos po
is não são convenientemente mencionados na comunicação social e quando perdem contra campeões ...são uma "desilusão" !!

Vocês acham que um Michael Phelps tem de fazer pela vida para ter dinheiro para se alimentar, deslocar-se a competições ou pagar massagistas ? Quem diz este diz qualquer outro campeão que viva num país civilizado.

Pois, o Estado "tem passado momentos de restrições financeiras" e por isso não pode apoiar convenientemente os nossos atletas (!) Mas temos € 800.000.000 para comprar submarinos, € 50.000.000 para comprar helicópteros (sem contrato de manutenção segundo consta).....e por aí fora com F-16's (também sem contrato de manutenção segundo consta) , combóio de alta velocidade (para chegar 15minutos mais cedo ao Porto), novo aeroporto, etc, etc, etc

Os nossos atletas vencem em condições em que os dos países civilizados se recusariam sequer a vestir um fato de treino....são uns heróis !

E se algum deles vier a ler este texto, saiba que a última coisa a que deve dar crédito são os textos dos jornais.....se esses senhores soubessem uma profissão, não estavam onde estão.

Parabéns ! Ganhem, ou não, serão sempre os nossos heróis !


PS. vou descançar. até Setembro.

Friday, August 15, 2008

tabaco - bolinhos = qualidade de vida


Sou um cinquentão.....ou melhor sou ainda um cinquentinha, e hoje relembrei - Graças à CE e à ASAE alguns dos melhores momentos da minha infância e juventude.

Mas vamos por partes....

Hoje decidimos ir à praia do Baleal. Muito simpática...sem ter sido ainda engolida pela "civilização". Olhei para o meu filho mais novo e relembrei os meus dias de praia na idade dele.

Normalmente eram em S. Pedro do Estoril, local onde os meus avós iam passar o mês de Setembro e os netos iam juntos. Claro que os dias...loooongos.....eram passados a andar de bicicleta e, naturalmente, praia.

Haviam duas coisas fantásticas naquela praia. A chegada da mulher dos bolos e os saltimbancos.

A mulher dos bolos quando se ajoelhava e poisava na areia a caixa branca, começava por abrir a tampa, deixava descair a parte da frente e de lá de dentro abriam-se várias prateleiras com bolos frescos que ainda cheiravam a forno: bolas de berlim, queques, palmiers, pasteis de nata.....hhhmmmm que cheirinho

Mais a meio da manhã aparecia, de vez em quando, o grupo de saltimbancos que trazia à miudagem uma festa de malabarismos, heróis que engoliam fogo e até teatro de fantoches. Penso que durava entre 30 a 45 minutos....mas era o céu.

Claro que então, presumo, viviamos mal....se calhar feios porcos e maus, mas felizmente chegou a CEE ou CE, como preferirem, com a sua normalização de segurança e higiene...que levou a que tudo isto descrito acima acabasse.

Nada de enganos...eu sou pela Europa unida..... o que não sou é pela alimentação contínua de um monstro burocrático que tem que criar normas e leis, com base em comissões e sub-comissões, para depois os estados implementarem com base nas mais variadas imbecilidades....como a falta de higiene dos bolos vendidos na praia.

A lei defende-nos agora da (alegada) falta de higiene dos bolos vendidos na praia, ou da potencial periculusidade dos saltimbancos. A lei defende os cidadãos e os interesses dos cidadãos !!

Mas, pasme-se, a mesma lei permite que se venda tabaco, mas "protege" os consumidores ao mandar colocar etiquetas a dizer que "MATA".

Ora se o tabaco é vendido com aviso e os bolos foram proibidos é porque os bolos possuiam um nível de perigo MUITO mais altos, pois senão os bolinhos continuariam a ser vendidos, mesmo que a caixa dos mesmos tivesse de ter pintado um sério aviso a dizer: "QUEQUES, BOLAS DE BERLIM, PASTEIS DE NATA E SIMILARES PODEM MATÁ-LO"

Piadas à parte, é preciso entender que o que qualquer Estado tem de fazer hoje em dia é proporcionar aos cidadãos a sensação de segurança e não esta, pois uma democracia (bom, para já esqueçamos os financiamentos das campanhas eleitorais) não tem a possibilidade de lidar com o crime organizado de hoje em dia, com terrorismo, o mesmo com o violador e assassino de menores.

Logo o que é preciso é criar normas, baseadas em coisas tontas, como a venda de bolos na praia para que a malta se sinta segura....afinal sempre é uma norma europeia (!).

Porque não proibiram o tabaco ?!? Ora meus amigos, não façam perguntas tontas....o tabaco rende centenas de milhões de euros em impostos por ano....os queuqes, as bolas de berlim, os palmiers & similares, não rendem isso.

É uma democracia da treta... Se eu quiser comer os bolos vendidos na praia, porque é que não hei-de poder ?

Nenhum dos meus filhos viu os saltimbancos a entrete-los nas praias e nenhum saboreou o cheirinho e saboreou os bolos que a "mulher dos bolos" trazia para o depois de um banho frio ao sol quente.

Ainda bem que temos quem pense por nós.
Um abraço ao George (Orwell)

.

Wednesday, August 13, 2008

quis custodiet ipsos custodes ?


No sec I o poeta romano Juvenal satirizava a sociedade da época com a pergunta, "Quem guarda os guardas ?" precisamente para se referir aos abusos que eles praticavam.

A nossa história recente....tem muito disto e ninguém parece ligar muito, nem mesmo os habituais arautos da famosa democracia.

1. Droga nas prisões
Todos sabemos que existe grande quantidade de droga nas prisões. Basta ler os jornais e verificar o que fazem os organismos para-oficiais que lá vão distribuir seringas gratuitamente para evitar a propagação da Sida.

Este objectivo é louvável, mas ninguém se interrogou acerca de como a droga entra nas prisões...nunca ninguem se preocupou em saber qual a filosofia de rotação dos guardas para que não fiquem muito tempo na mesma prisão......nunca ninguém se interessou por saber quais os objectivos profissionais a atingir por um guarda prisional, ou pela prisão no geral.

Se a droga entra só pode ser com a conivência dos guardas. Não há outra forma. Se os guardas têm instruções (sombrias) da sua hierarquia para fechar os olhos isso é outra coisa....mas então o governo que o assuma.

2. GNR anda em perseguições aos tiros
A GNR acabou de matar uma criança de 13 anos porque o carro onde ela estava, tinha sido usado pos adultos seus familiares num roubo e não parou à ordem dos guardas da GNR, uma autoridade.

Assim, para que a GNR possa sublinhar a autoridade de que a lei fala, tratou executar uma perseguição automóvel que envergonharia o realizador dos filmes maus audases de gangsters. Velocidade, chiadeira de pneus e....tiros....

Mas ao contrários dos filmes, nem as cápsulas são vazias, nem todos vão jantar no final das filmagens.

A GNR desatou aos tiros contra a carrinha em fuga e matou uma criança de 13 anos. Ainda bem que nenhum de nós estava nas redondezas a empurrar o carrinho do nosso bébé ou a ajudar a nossa avó a atravessar a rua.

3. SEF - e viva a importação de crianças
A cena que descrevo abaixo passou-se perante os olhos (ainda hoje não retornados dentro das órbitas) da mnha mulher no aeroporto de Lisboa. Dia: 29 de Julho Hora: 07:00

Acabada de chegar de uma semana no Brasil assistiu à seguinte cena já à saida par ao exterior, depois de recolher as bagagens:

Uma garota que aparentava uns 8 anos, vida de Angola, estava APENAS acompanhada de um garoto que não devia ter mais de 4 e que a garota disse não ser seu irmão mas apenas um amigo.

Os guardas que controlam a saida das pessoas não sabiam o que fazer com eles. Perguntaram se tinham alguma documentação. A garota apresentou uma carta muito amarrotada para alguém em Lisboa onde, pelo conteúdo se percebia que os garotos vieram para ficar.

Mas nada de visto de residência ou parecido. Nada de hospedeira a acompanhar ou dos guardas chamarem outra autoridade.

"Os senhores guardas vão deixar entrar em Portugal crianças nesta situação ? Sem documentos sem se saber para onde vêm e porquê ? " Perguntou um espectador indignado, que continuou "Pode ser tráfico de crianças, pode ser qualquer coisa, uma vez que a situação está longe de ser trivial"

Ao que um dos guardas respondeu: "Que quer o senhor que a gente faça ? Que a mande de volta ?" - ao que o indignado senhor disse que sim, que as deviam enviar de volta.

Os guardas entreolharam-se e um disse ao outro "Deixa-as passar e acaba com isso".....e foi feito !

  • Entraram em Portugal duas crianças cuja documentação mostrava que iam cá ficar a viver apesar de não terem qualquer tipo de visto de residência.
  • Entraram sózinhas
  • Não se sabe porque vieram
  • Os guardas não sabiam o que fazer
  • Os guardas não faziam ideia de quem poderiam chamar
  • Os guardas tomaram a atitude mais cómoda para eles
E é assim.....

Os polícias, guardas e similares em Portugal até podem ser na sua esmagadora maioria gente de bem, mas os seus pobres vencimentos, o facto de não serem protegidos pelo Estado, o facto do Estado não lhes dar a formação que lhe competia torna-os em ferramentas dos bandidos, muitas vezes em reféns deles, mantém-nos num estado de irresponsabilidade insconsciente e obriga-os a fazer o que as outras profissões têm de fazer...ir-se desenrrascando !

É uma pena. Pobres deles e pobres de nós.


Tuesday, August 05, 2008

O que "eles" não querem que se saiba

Pois, cá em casa estamos a ler o seguinte livro, devidamente classificado de acordo com as normas das referências bibliográficas, recentemente aprendidas:

TRUDEAU, Kevin - CURAS NATURAIS : que "eles" não querem que você saiba. Espanha : Alliance Publishing Group Inc, [2008]. 576 p. Trad. Dina Neves Pereira. ISBN 10 0-9755995-1-8 ISBN 13 978-0-9755995-1-8

O preço pago foi de € 31, 92

Este livro é particlurarmente chocante na frieza com que nos apresenta a forma como, aparentemente, somos intoxicados pelo que comemos e levanta algumas questões interessantes:

  • Se os remédios curassem as doenças, as farmaceuticas rapidamente fechariam.
  • Sendo as farmaceuticas empresas cotadas em bolsa, a sua única obrigação é gerar lucros para os accionistas.
  • Porque é que empresas farmaceuticas também se dedicam a empresas de fast-food e rações para animais ?
  • Porque é que nos EUA, foi decretado que apenas medicamentos podem curar doenças ?
  • Porque é que nos EUA qualquer venda ou referencia de tratamentos naturais é considerado crime ?
  • Porque é que para qualquer tratamento ou se tomam quimicos ou se vai à cirurgia ?
São, de facto perguntas interessantes, sobre as quais nunca me tinha debruçado a sério, mas este livro está a colocar-me algumas dúvidas angustiantes:

Numa época em que se fazem mapeamentos de ADN, clonagem e manipulação genética não há conhecimento suficiente para lidar eficazmente com doenças como o cancro e a SIDA ?

Numa época em que se fazem aviões e navios à semelhança dos seus congéneres da natureza (águias e golfinhos, por exemplo) não há conhecimento botânico para reconhecer remédios naturais ?

A propósito....sabia que um remédio natural não é patenteável ?

Tenho dúvidas sobre quem é mais poderoso: a indústria farmaceutica ou a do petróleo....mas talvez a farmaceutica.....logo qual é a probabilidade desta indústria pagar campanhas eleitorias ?

Decididamente, vou investigar mais o livro....que tráz um grande número de links de referência na Internet.

Recomendo vivamente e.....sem toxinas !

Insultem-me por favor !


Recebi um daqueles emails do pessoal amigo com as frases abaixo.....não acredito que não sejam piadas de mau gosto e boatos maldosos infundados. Por favor senhores políticos, magistrados, advogados, jornalistas, fazedores de opinião... inundem os meus comentários com frases a negar, se necessário violentamente, que isto seja verdade.......por favor

Uma adolescente de 16 anos pode fazer livremente um aborto mas não pode pôr um piercing.
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Um jovem de 18 anos recebe 200 € do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de reforma 236 € depois de toda uma vida do trabalho.

Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco.

O mesmo fisco que penhora indevidamente o salário de um trabalhador, demora 3 anos a corrigir o erro.

Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 2 000 habitantes; o Governo diz que não precisa de mais polícias.

Um professor é sovado por um aluno e o Governo diz que a culpa á das causas sociais.

O café da esquina fechou porque não tinha WC para homens, mulheres e empregados. No Fórum Montijo o WC da PizzaHut fica a 100mts e não tem local para lavar as mãos.

O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo e depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga ISP (Imposto sobre produtos petrolíferos).

Nas prisões é distribuído gratuitamente seringas por causa do HIV, mas é proibido consumir droga nas prisões!

No exame final de 12º ano és apanhado a copiar chumbas o ano, o primeiro-ministro fez o exame de inglês técnico em casa e mandou por faxe e é engenheiro.

Um jovem de 14 anos mata um adulto, não tem idade para ir a tribunal. Um jovem de 15 leva um chapada do pai, por ter roubado dinheiro para droga, é violência doméstica!

Uma família a quem a casa ruiu e não tem dinheiro para comprar outra, o estado não tem dinheiro para fazer uma nova, tem de viver conforme pode. 6 presos que mataram e violaram idosos vivem numa sela de 4 e sem wc privado, não estão a viver condignamente e aassociação de direitos humanos faz queixa ao tribunal europeu.

Militares que combateram em África a mando do governo da época na defesa de território nacional não lhes é reconhecido nenhuma causa nem direito de guerra, mas o primeiro-ministro elogia as tropas que estão em defesa da pátria no KOSOVO, AFEGANISTÃO E IRAQUE.

Começas a descontar em Janeiro o IRS e só vais receber o excesso em Agosto do ano que vem, não pagas as finanças a tempo e horas passado um dia já estas a pagar juros.

Fechas a janela da tua varanda e estas a fazer uma obra ilegal, constrói-se um bairro de lata e ninguém vê.

Se o teu filho não tem cabeça para a escola e com 14 anos o pões a trabalhar contigo num oficio respeitável, é exploração do trabalho infantil, se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas 8 horas por dia ou mais, a criança tem muito talento, sai ao pai ou à mãe!

Numa farmácia pagas 0.50€ por uma seringa que se usa para dar um medicamento a uma criança. Se fosses drogado, não pagavas nada!

Por favor.....

Saturday, August 02, 2008

A Sábado e a RTP


A revista Sábado desta semana trás um curioso editorial sobre a RTP. Diz muito mal dos gastos que lá se fazem, diz que há gastos que nem se conhecem e diz que são os contribuintes que pagam.

Bom, é uma análise fraca e pouco digna de uma revista com a qualidade com que a Sábado nos habituou. Vou referir alguns pontos que gostaria de ter visto falados por alguém com infinito mais peso social do que eu....hélas

Eu sou suspeito, pois tenho a escola de televisão inglesa, de isenção e alto profisionalismo no que fazem. Tenho-a porque já trabalhei em televisão, como director, numa das nossas privadas, mas ainda assim vou dar as minhas dicas:

Isenção, Separação e Credibilidade
Sem sequer me envolver na discussão da isenção da RTP. Pode ser que tenha, pode ser que não tenha, mas uma coisa é certa....não parece ter e aqui é necessário ser como a mulher de César, não basta ser honesta, tem de o parecer.

Quando são os governos a nomear as administrações da RTP, quando as suas funções são definidas por aqueles contratos muito manhosos, cheios de considerandos e de arte barroca (http://ww1.rtp.pt/wportal/grupo/pdf/ser_publicoTV.pdf) é claro que por muito honesta que seja a mulher de César, de facto não o parece.

Quando a programação e a forma de estar da RTP, em tudo concorre com os canais privados que têm de satisfazer o baixo nível cultural da maioria da nossa população, obviamente não está a promover a qualidade de um serviço que se pretende, ou deveria, incutir uma apreciação de qualidade nos espectadores. As taxas que nos cobram deveriam pagar exactamente esse diferencial de qualidade.

Aqui como em muitos outros lados nem sequer é preciso inventar nada. Olhem para a BBC. Serviço público, gerida por um "trust" composto por 12 individualidades, com prestigio e independentes em que se lê no último relatório anual:

"Constata-se neste relatório que o foco foi centrado em três temas principais: chegar a todos, aumentar a qualidade e os elementos distintivos dos programas e serviços da BBC e aumentar a confiança da audiência"


Jornalismo & dinãmca de informação
Por exemplo, a RTP imita em tudo os outros canais, no jornalismo, que poderia evitar.

Num exemplo "tipo", de antologia, os telejornais abrem com a velhinha que partiu a perna em Bragança e ficou 1h à espera de uma ambulância e pergunta o jornalista aos familiares se estão aborrecidos por isso. Este tipo de jornalismo encerra de vários erros:
  • Não colocam prioridades de interesse público no alinhamento dos jornais, pois nesse dia pode ter havido um tufão ou um terremoto algures que tenha desalojado centenas de milhares de pessoas.
  • Por outro lado a RTP obedece à novas normas do jornalismo (tal como me foram agora referidas por uma professora jornalista numa pós-graduação que frequento) em que o importante é o onde, quando e quem....o como e o porquê deixaram de interessar. Ora, que isso se aplique às privadas que procuram o lucro possível e por isso contratam estagiários ou outros a quem pagam mal e as intervenções são de fazer chorar as pedras da calçada, nós entendemos...mas a RTP ? Precisamente deveria investigar os reais motivos do tal atraso. Se foi um caso esporádico ou se é algo sistémico.
Recentemente tive um diálogo com um elemento da Antena 1 que também traduz o que pretendo dizer. Telefonei para lá a protestar que a informaçáo sobre o trânsito, sendo acompanhada sempre de um "sem-fim" musical, dificulta a interpretação da informção que se pretende passar.

A resposta que me foi dada é que as "instruções superiores" assim o exigiam para "dar dinâmica à informação" (sic). Por outras palavras, o que é relevante para a Antena 1 é a dinâmica da informação mas não a intelegibilidade da mesma....isto faz sentido ?


O ruido auditivo referido no parágrafo anterior é equivalente ao ruido visual dos telejornais onde com tantas potenciais distrações, é dificil.

Bom, era tudo isto que seria necessário corrigir. A RTP tem de ser independente relativamente ao governo e tem de nos dar toda a informação e qualidade que os canais privados não dão....bem mais do que foi referido na Sábado.


Friday, August 01, 2008

Recados à filha longe

A minha filhota mais nova está a viver longe.....oohhhh
Está longe dos papás, está longe dos manos, está a viver com outra familia, que tem as suas regras e vai estar numa escola que é bastante diferente da que tinha aqui em Portugal.


Mas está longe por opção própria e isso é bom. O contrário seria muito pior e muito mais traumático.

Ao contrário do que é vulgar dizer-se "na vida só há duas coisas de que não se pode escapar...os impostos e a morte" tal não é verdade.

De facto há duas coisas de que não se pode escapar nesta passagem breve cá por baixo, são as opções e a
morte.

Opções, opções, opções......mesmo que optemos por não optar....isso já é uma opção.

A navegação por esta vida tem muito a ver com a navegação à vela por esses oceanos fora. Eu diria mesmo que são idênticas, senão vejamos:

Onde estou e para onde vou
No planeamento de qualquer viagem nós só podemos saber por onde vamos se soubermos onde estamos e para onde queremos ir. Acontece por vezes que no meio do oceano, devido a um qualquer problema, como por exemplo ter passado uma semana no meio de muito mau tempo, nós não sabemos exactamente onde estamos e muito embora saibamos para onde queremos ir, tal impede-nos de traçar o rumo. Se eu não sei onde estou, como posso saber por onde vou ?

As chamadas referências entram aqui no esquema. As referências é tudo aquilo qu
e me permite orientar-me e saber onde estou. Na navegação costeira as referências são os faróis, as bóias, as chaminés altas, marcadores em cima de serras, e por aí fora. Na navegação de alto mar as referências são as estrelas, o Sol e a Lua. Com a devida observação destas referências, nós conseguimos saber onde estamos.

Na vida as referências são dadas pelos pais e pelos avós, pelos irmãos, depois pelos professores e também por alguns amigos (alguns), livros ou filmes. As referências devem ser fixas
ou então não servem como referência. Se um farol estiver montado em cima de um camião a andar ao longo da costa, o facto de eu o ver não me diz nada reletivamente ao sitio onde estou.

Da mesma forma na vida as referências devem ser obtidas a partr de pessoas, ou ideias constantes no tempo....para o bom e para o mau. O facto de termos referências firmes não significa que estejamos num bom local. Se eu estiver a ver a zona vermelha de um farol bicolor, eu sei onde estou...e estarei muito perto de rochedos. A minha viagem arrisca-se a terminar em naufrágio....o que não é bom !

Na nossa vida nós muitas vezes temos referências de pessoas ou coisas más. Temos de as conhecer para saber navegar ao largo e não nos aproximarmos dessas áreas de risco. Sejam boas ou más, são as referências que nos permitem saber onde estamos em cada momento.....e são as nossas opções que vão decidir que referências queremos utilizar.

Bons e maus momentos
Esta história do que são bons e maus momentos é totalmente subjectivo e dependente do contexto das nossas vontades e intenções. Se estivermos com pressa em chagar a terra e rever a nossa amada (ou amado), um vento forte favorável é uma dádiva do céu, ainda que tenhamos que esgalhar be
m para manter a navegação de forma corecta. Mas se tivermos acabado de sair de um porto simpático e tivermos 3.000 milhas até ver novamente terra, um vento bonançoso, alguns golfinhos e poucas nuvens no céu, colocarão esses momentos no livro de antologias dos bons momentos.

Bom e mau é sempre uma medida relativa. Não é possível saborerar um bom momento se já não tivermos passado por maus momentos.....sendo que os ditos "maus momentos" às vezes são autênticas bençãos muito embora só mais tarde nos apercebamos disso. Quantas vezes não damos conosco a dizer "se eu tivesse levado a mnha vontade à vante....que grande problema tinha arranjado".

Por outro lado perdemos muitas vezes a noção de escala para o que chamamos de mau. Mau é mau...não apenas um aborrecimento, por muito incómodo que ele seja. Uma vela que se rasga é um aborrecimento, uma ancora que se perde é outro, mas partir um mastro já é mais chato - superável, mas chato. Ter uma orca a saltar para cima do barco, a meio de uma tempestade, num mar infestado de tubarões isso já seria mau.

Na nossa vida há muitas situações que carimbamos de más mas que passados algum tempo verificamos, que, afinal até nos trouxeram vantagens. O contrário também é verdade: acontecimentos "bons" que só vieram dar-nos problemas. O bom e o mau são conceitos relativos e que ainda por cima só se podem definir depois dos factos terem acontecido.

Opções - Opções - Opções
Quando atravessamos uma rua, quando respondemos torto a alguém, quando preferimos fazer
uma coisa em detrimento de outra estamos a tomar opções. A questão é que cada opção tem as suas vantagens (aparentes ou não) e a respectiva factura. Pagamos sempre pelas escolhas que fazemos. Pode custar-nos muito ou pouco, podemos aceitar à partida o custo, podemos só o descobrir mais tarde, mas há sempre um custo a pagar.

Por isso devemos ser conscientes nas escolhas que fazemos e nas opções que tomamos e a nossa própria experiência pode,nem sempre, ser algo que deva suportar a nossa opção. Como a velha piada: "se eu atravessei a avenida de olhos vendados e cheguei ao outro lado....então atravessar a avenida de olhos vendados é uma boa opção !"

As opções são muitas vezes fruto da experiência....e não necessariamente da nossa pois somos novos. Daí a importância em saber apreciar com isenção o que os mais velhos e merecedores do nosso respeito nos dizem. Isto é muitas vezes dificil, pois o que nos dizem vai contra o que nos apetece fazer de momento. Por exemplo: "não vais à festa pois para a semana tens exames"...é claro que é um saco. O gozo está na ida à festa. Todavia, o cérebro demora 6 meses a recuperar de uma noite de sono perdida....logo o conselho tem toda a lógica e só defende os nossos interesses.

A sociedade não ajuda nada hoje em dia. A sociedade, por onde circulamos, está cada vez mais bipolarizada entre a grande massa amalgamada de seres incultos, ignorantes e que se esforçam por se manter assim - e uns poucos, esclarecidos ou que pelo menos o tentam. Por isso a soiedade em que vivemos não é seguramente fonte de referências e muito menos a comunicação social, as revistas cor-de-rosa ou os programas de televisão em que se faz qualquer barbaridade para ganhar meia-dúzia de euros.

Por isso as referências são importantes. Por isso a intuição é importantíssima.

É engraçado que todos os livros de navegação dizem que a altura de rizar as velas (diminuir a área das velas a prever mau tempo) é a altura em que se pensa nisso pela primeira vez. É a intuição a trabalhar, muitas vezs muito antes de haverem motivos concretos para tal.

Opta sempre sem pressa, com distanciamento ao interesse momentâneo, com aproveitamento da tua experiência e da dos outros e com muita intuição.

Fazer a nossa vida

Nós estamos "cá em baixo" para sermos felizes. Objectivo único.
(http://www.mediafire.com/?cxwwybzzjrn)

Se cá estamos para sermos felizes, naturalmente que essa felicidade não pode estar nas mãos
de mais ninguém que não nós. O contrário não faria sentido. Se a nossa felicidade só está nas nossas mãos, então não é o mundo, não são os pais, não são as amigas que nos roubaram os namorados, não são os profesores que são responsáveis pela nossa infelicidade.

A nossa felicidade só depende de nós e da intenção com que a queremos. Quere-la é transformar todos os maus momentos...tu não tens maus momentos....é transformar todas as incomodidades da vida em lições para vivermos melhor. Não há "chatisses"...o que existem são "quebra-cabeças" para que desenvolvamos a nossa tola a arranjar soluções e que essa cabeça cada vez mais desenvolvida nos conduza por todas as opções que nos são benéficas ao longo da nossa vida.

A solução é a mais simples possível: é convenceres-te de que basta quereres ser feliz !


Beijocas do papá





Comunicado à Nação


O Presidente Cavaco Silva dirigiu-se ontem à nação.
Não se conhecia, com antecedência, qual o motivo mas admitia-se que o mesmo fosse grave e que tivesse a ver com todos os cidadãos de Portugal.

Uma comunicação televisiva faz-se para iso mesmo, para que o vulgar cidadão tenha conhecimento de algo que o afecta. Com maioria de razão quando o presidente interrompe as suas férias para tal.

Mas não. O presidente veio falar de questões importantes mas que têm essencialmente a ver com as tricas políticas entre ele e a Região Autónoma dos Açores.

Em qualquer caso, e a fazer fé nas observações de Cavaco Silva, o que os Açores pretendem é de uma tonteria infantil que não dá para acreditar. Audições extra, absolutamente redundantes, para poder dissolver a Assembleia Regional.

Mas os comentários que eu já ouvi nos nossos "lideres de opinião", só tem a ver com o excessivo dramatismo da comunicação, com o que eu estou totalmente de acordo, mas ninguém se referiu às "exigências" dos Açores.......Porquê ? Será tabu ?

Vá lá pessoal....deixem de comentar apenas o óbvio e fácil e dêem um bocadinho de ginástica às celulazinhas cinzentas.....até se estão a ajudar para quando chegar a Alzheimer.