Quem disse que o Pai Natal não existe ?...e quem disse que as seguradoras não acreditam nele ?
Esta semana proporcionou-me uma das mais fascinantes noticias de que tenho memória...o governo legislou no sentido de limitar as indemnizações atribuidas em caso de sinistros...ou pelo menos de alguns sinistros.
Eu confesso a minha infinita ingenuidade que sempre admiti que as seguradoras eram empresas privadas que, muito embora sujeitas a ligislação genérica do sector, mantinham com os seus clientes uma relação comercial e independente dos governos.
Naturalmente que todos suspeitamos que existem pessoas que se querem aproveitar das seguradoras, como também existirão sempre suspeitas de que as seguradoras pretendem aumentar os seus lucros à conta dos segurados.
Mas para os casos em que uma das partes acha que essas suspeitas são mais do que isso existem os tribunais. Os tribunais servem para dirimir questões entre oponentes comerciais e para definir montantes de indemnizações que possam vir a ter lugar.
Agora....o governo a legislar montantes máximos a pagar ?!? Um filho perdido num acidente de automóvel é compensado com € 15.000 (quinze mil euros). Porquê 15 mil e não 10 mil ? Porque não 20 mil ?
O fascinante é que o seguro mínimo contra terceiros é de € 50.000.000 (cinquenta milhões de euros), pelo qual as seguradoras se fazem pagar (!!), mas o governo português decide, ele mesmo, limitar os pagamentos a uns poucos milhares.
Já agora, a perda de um filho pode originar as mais variadas doenças (graves) em qualquer um dos pais, a qual pode obrigar a um tratamento dispendioso. Já para não falar em tratamentos e acompanhamentos psicologicos e psiquiatricos quer para os próprios pais, quer para irmãos.
Também não deixei de achar fascinante que as indemnizações tenham a ver com os rendimentos declarados. Não sendo um advogado parece-me que uma indemnização é uma compensação por uma determinada perda. Associar essa indemnização aos rendimentos declarados parece-me uma forma peculiar de aplicar justiça.
As seguradoras existem para segurar os segurados...passe a redundância. O valor a pagar aos segurados tem a ver com as apólices ou com a intervenção da justiça. A intromissão do governo é altamente suspeita. As más linguas até poderiam pensar que os altos custos das campanhas eleitorais, quase a chegar, estarão bem ....segurados !
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