Sunday, June 11, 2006

Dêem Prozac aos realizadores de TV

Não há pachorra para aturar tanta Arte.....

Os programas de televisão são, por definiçáo de bom senso, algo que é para se apreciar visualmente....caso contrário poderiam ser apenas programas de rádio.

Pode ser um desfile de moda, pode ser um casal a dançar rumba, pode ser um telejornal. O que quer que seja tem elementos visuais para serem apreciados. Existem detalhes, cores, reacções e é isso que torna o programa interessante.

Tudo isto é verdade se não fossem os "realizadores Nouvelle Vague" que pretendem suplantar o espectáculo que estão a realizar com o seu próprio espectáculo de camaras a fazerem movimentos de 360º verticais, planos obliquos, zoom-in's e zoom-out's no ar.....sempre tudo a grande velocidade, sendo que o espectador deixou de ter tempo para apreciar, ou sequer notar o que quer que seja.

"Eles" chamam-lhe Arte.

Por algum motivo obscuro, que só pode ter advindo de um qualquer bruxedo que derramou sangue de uma galinha de 3 patas por cima de uma mesa de mistura, os realizadores perderam a noção de que existem para transmitir um acontecimento tal como ele é, com um mínimo de ruido externo, para se apoderarem da convicção de que são artistas e estão ali para fazer "arte", independentemente se a dita, ajuda ou não os espectadores.

É claro que a referida arte não é mais do que uma tentativa de encobrimento da pura e simples falta de profissionalismo. Ser realizador é dificil e exige mestria. No meio da confusão visual, no meio de tanta "arte" passa tudo.

Há todavia que conceder o mérito de um excelente marketing. Os realizadores...ou melhor (perdoem-me os profissionais) ...este tipo de "realizadores" conseguiu convencer os produtores e os responsáveis das estações que assim é que é !!

Fascinante....é o remake do tecido transparente, cujas roupas só conseguem ser vistas por pessoas inteligentes.....e por isso o Rei vai nú !


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