Sunday, February 17, 2008

Avaliação de Professores

Vamos lá...a avaliação mais do que necessária é essencial. Para os professores ou para qualquer outra profisão "pública" ou privada. Mas tem de ser algo sério e que imponha respeito aos da profissão e aos "de fora".

Naturalmente que o facto de se dar aulas há 30 anos não é sinónimo de qualidade de ensino, sendo este um argumento falacioso por todos os motivos.

Agora, a forma como o governo quer implementar "a cena" é que não tem pés nem cabeça...vamos ver:

A avaliação é feita pelos coordenadores da própria escola
Ora, são por demais evidentes as menos valias desta escolha em que um colega da mesma escola vai assistir a um dado número de aulas:
  • Colegas de trabalho têm preconceitos sobre a forma de trabalhar uns dos outros
  • Colegas de trabalho têm simpatias e antipatias uns pelos outros
  • Colegas de trabalho que se têm de ver todos os dias, e depender uns dos outros, não são isentos a dar "más" ou "boas" notas
  • Aulas preparadas "especialmente" não são garante de que sejam todas assim
  • Não há forma de garantir a evolução pedagógica ou científica dos avaliados


Vendo numa perspectiva neutral, uma avaliação prática seria os professores (todos e no mesmo dia) responderem a um questionário tipo americano, I.E., de respostas múltiplas e que permitisse avaliar...

  • actualização de técnicas de ensino através de escolhas entre vários métodos usados no passado
  • actualização de técnicas de gestão de conflitos através de escolha uma entre várias acções listadas e relativas a uma situação tipica numa sala de aulas
  • actualização de conhecimentos básicos de computadores através de uma resposta entre várias possíveis e que revele esse conhecimento minimo
  • Alguma pergunta em inglês para avaliar o conhecimento minimo necessário desse idioma

Claro que este tipo de questionários tem de ser feito por especialistas nas várias áreas de ensino e não é nada que se possa fazer em cima do joelho, por um qualquer assessor ministerial. Mais, o governo deveria providenciar a necessária formação, ou pelo menos o suporte logistico, para que os professores com piores avaliações em algumas das áreas pudessem melhorar os seus conhecimentos.


A Educação é - ou deveria ser - a prioridade máxima ! É devido a ela, ou melhor, à falta dela que o aumento do PIB espanhol foi em 2007 de 3,8% e o nosso foi de 1,9%.......


É altura do governo, os professores e os sindcatos se mostrarem à altura e não estarem apenas a degladiarem questões corporativas ou meramente economicistas.






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