
O Desemprego é algo horrível. É a incapacidade de alimentarmos a nossa família. É a frustração de não podermos contrinbuir para a sociedade como que aprendemos ao longo de vários anos. É a sensação de perca de não sabermos fazer nada além do que fizemos nos últimos N anos.
Podem existir todo o tipo de sentimentos associados ao desemprego.
Todavia a palavra governamental e a palavra da comunicação social leva a algum engano. O aumento do emprego não leva necessariamente a uma diminuição do desemprego...eu passo a explicar:
Uma das grandes parcelas dos desempregados portugueses, de acordo com os dados publicados, são pessoas sem quaisquer habilitações académicas ou profissionais e que toda a sua vida profissional trabalharam como meros fornecedores de mão-de-obra.
Ora, a criação dos novos empregos exigem, quase na sua totalidade, pelo menos conhecimentos de inglês e facilidade de utilização e aprendizado de sistemas informáticos. Estas duas caracteristicas são essenciais para os minimos de hoje. Claro que é melhor ter mais do que os minimos...alguma formação específica profissional, boa flexibilidade mental para variar com alguma rapidez às solicitações profissionais, etc, etc
Ora que quer isto dizer ? Quer dizer que os que estão desempregados, no quadro referido acima, muito dificilmente encontrarão emprego, sem um investimento sério na sua formação que, quanto a mim a parte pelo menos logística, deveria ser da responsabilidade governamental....isto na minha infinita ingenuidade ao asumir que os desempregados farão o que estivesse ao seu alcance para ter um emprego razoável.
Claro que quando oiço os entrevistados (desempregados) a dizerem que isto é "tudo culpa dos patrões que continuam a gostar de usar o chicote" fico aterrado e cheio de pena dessas pessoas que aparentemente desejam sim por empregos e não por trabalho.
Nem se trata de uma questão de idade. Eu prefiro mil vezes contratar, para a empresa que dirijo, alguém acima dos 40 anos desde que possua os conhecimentos básicos e necessária flexibilidade para um mercado sempre em mudança, do que um jovem de vinte e poucos anos, ainda que com grandes notas universitárias.
É uma questão cultural a qual duvido que seja resolvida para a geração agora desempregada. O facto é que estamos a importar todo o tipo de imigrantes que vêm fazer trabalho que os desempregados não parecem querer fazer.
É aqui que se encontra a grande diferença entre os europeus e os americanos. Os americanos subsidiam o emprego e os europeus subsidiam o desemprego.....gasta-se o dinheiro do estado sem que seja criada uma mais-valia.
Uma vez mais tenho de sublinhar o papel pobre da comunicação social. Em vez de perguntar ao pobre coitado que acabou de ser despedido, depois de 30 anos uma fábrica a ligar sempre o mesmo cabo à mesma ficha, o que pensa ir fazer, deviam investigar que possibiliades existem nos países civilizados para incentivar o auto-emprego e a auto-formação.
Estamos muitas vezes a discutir o problema errado.....ou o certo mas na perspectiva errada....será Karma deste país ?

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