
Pois é, ontem fui à missa. A mãe de uma amiga nossa foi internada com um AVC e achei que era uma boa oportunidade para ganhar o hábito.
Fui a uma missa da igreja Católica-Apostólica-Romana, não que eu seja especificamente católico-apostólico-romano, mas porque me identifico, calmamente, com os ideais de Jesus Cristo.
A missa é sempre um lugar cheio de boas energias e que nos leva a olhar para dentro e a ver o que está sujo. Só tendo consciência do que está sujo podemos limpar.....tal como debaixo dos sofás de nossas casas.
A missa a que assisti teve lugar numa catedral do tempo dos coroneis, reis do Cacau, e revela riquezas e grandezas da época.
Duas notas interessantes: durante a missa havia um grupo de andorinhas continuamente a cantar e a esvoaçar por cima dos presentes. Estava presente um coro, vestido a rigor com maestro, que também tocava violino, e um orgão a acompanhar. As melodias, todas com o toque brasileiro contribuiam enormemente para o bem estar dos presentes.
Mas o interessante é o conceito de missa, independentemente da religião. A missa é um local onde pessoas que areditam em Deus se reunem para orar.....o que quer que cada um entenda por "orar". Uns pedem por eles, outros pedem por outros, uns interrogam-se sobre as mais-valias de ali estarem, outros lavam-se energeticamente.
Curioso que todas as religiões, mais conhecidas, transmitem exactamente os mesmos conceitos:
- Existência de algo maior, normalmente designado por Deus
- Introspeção e evolução pessoal
- Caridade e amor pelos outros
- Higiene e asseio pessoal
Um livro de ficção que li recentemente e que, verdadeiramente, acho muito bem escrito a sua forma de utilizar conhecimento real, dentro de uma história de ficção, é o Decypher de Stel Pavlou (ver nota 2). Um dos detalhes marginais focados consiste em concluir que a única forma de garantir que certo tipo de conhecimento consegue ser passado ao longo de muitas gerações, onde os idiomas e conceitos vão mudando, é através de uma forma mística ou religiosa.
Ora as várias religiões foram estabelecidas por homens que tinham caracteristicas para além da nossa compreensão humana e que falaram ,de forma própria, nas zonas do mundo e para a cultura dos povos que os ouviam....e todos eles falaram de paz e amor. Não confundir com as regras posteriores, elaboradas por homens pequenos e que implicaram inúmeras guerras "em nome de Deus", quanto a mim o pior sacrilégio que pode ser dito.

Curiosidade adicional: existe um livro chamado 1000 Faces of God (as 1000 faces de Deus) que ilustra magnificamente os que muitos artistas visualizam como sendo Deus. Recomendo para simples e pura contemplação. (ver nota3)
Quanto a mim, acho que todos temos um bocadinho de Deus dentro de nós e que nos permite contactá-Lo, quem quer que nós achemos que Ele é.
Para os curiosos:
Nota 1
http://www.google.fr/search?hl=fr&q=histoire+compar%C3%A9e+des+religions&btnG=Recherche+Google&meta=lr%3Dlang_fr
Nota 2
http://www.amazon.co.uk/gp/product/0312996438/sr=1-1/qid=1155122190/ref=sr_1_1/202-9098466-1854245?ie=UTF8&s=books
Nota 3
http://www.amazon.co.uk/gp/reader/1844428729/ref=sib_dp_pt/202-9098466-1854245#reader-page

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